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Megale: Freire Gomes ajudou a salvar a democracia, mas fez de forma contrariada

Âncora da BandNews FM comentou novo depoimento do ex-comandante da Aeronáutica, Baptista Júnior e trama de golpe de Estado

Por Redação
REDAÇÃO

22/05/2025 • 07:28 • Atualizado em 22/05/2025 • 07:28

Luiz Megale
Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica

Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Aeronáutica

Isac Nóbrega/PR

O âncora da BandNews FM, Luiz Megale, comentou nesta quinta-feira (22) o depoimento dado pelo ex-comandante da Aeronáutica, Batista Júnior, sobre a trama de um golpe de Estado em 2023. Para Megale, as novas informações dadas pelo militar e acessadas pelas investigações mostram que Freire Gomes, ex-comandante do Exército, não aderiu ao golpe, mas de forma contrariada. "Ao que tudo indica, tivemos um chefe das forças, o Batista Júnior, recusando completamente a hipótese, tivemos um aceitando totalmente, o almirante Garnier, que colocou as tropas à disposição e tivemos um, Freire Gomes, que recusou a oferta com 'dor no coração', porque desejava. Por que ele não acabou com os acampamentos em frente a batalhões do Exército?", questionou. Para Megale, o papel de Freire Gomes foi mudando no decorrer das investigações. "No começo, se pensava que ele havia sido um herói, mas as circunstâncias mudaram, vimos que ele estava com o 'coração despedaçado'", pontuou. O âncora cita que, ao que tudo indica, Freire Gomes estaria à disposição de embarcar nessa 'aventura'. "O golpe estava tão explícito que antes de algo acontecer, o representante dos Estados Unidos veio ao Brasil e disse que não teriam apoio do país. Havia condições de um golpe, mas não de mantê-lo por mais de 24h", afirmou. Sobre o depoimento de Batista Júnior, Megale cita que o depoimento mostra que a reunião sobre o golpe de Estado já configura um crime grave. "Ali estava sendo proposto e a leitura do Batista Júnior é perfeita: a utilização de instrumentos legais para dar um golpe de Estado. Ele não está na Constituição, mas se pode usar termos legítimos para conseguir isso", disse. "Não se pode utilizar um instrumento previsto na Constituição porque você perdeu a eleição. O próprio Bolsonaro admitiu isso, mas não chama por esse nome. O nome disso, perante a Justiça, é golpe de Estado", afirma.

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