Band News FM
BandNews FM

Mercosul e UE assinam acordo histórico após 25 anos de negociação

Texto agora segue para a fase decisiva de ratificação nos congressos dos países-membros

Da redação
DA REDAÇÃO

17/01/2026 • 15:09 • Atualizado em 17/01/2026 • 15:09

Mercosul e UE assinam acordo

Mercosul e UE assinam acordo

Reprodução

Resumo

Assinatura do acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia ocorreu em Assunção, Paraguai, após mais de vinte anos de negociações, criando uma das maiores áreas de comércio mundial, com impacto sobre cerca de 720 milhões de pessoas.

Participação de autoridades como o ministro brasileiro Mauro Vieira, a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen e o presidente argentino Javier Milei marcou o evento, com discursos ressaltando o combate ao protecionismo, a busca por parcerias duradouras e os potenciais benefícios econômicos e sociais do tratado.

Processo de aprovação do acordo depende da validação pelo Parlamento Europeu e pelos Congressos dos países fundadores do Mercosul, podendo levar anos devido à resistência de setores específicos e à complexidade das negociações envolvendo questões agrícolas, industriais e ambientais.

Após mais de duas décadas de intensas negociações, o Mercosul e a União Europeia assinaram neste sábado (17) o histórico acordo de livre-comércio entre os dois blocos. A cerimônia, realizada em Assunção, no Paraguai, formaliza a criação de uma das maiores áreas de comércio do planeta, abrangendo um mercado de cerca de 720 milhões de pessoas.

Compartilhar

Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, assinou o documento ao lado de outras autoridades, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente da Argentina, Javier Milei.

O que dizem os líderes

Em seu discurso, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que o tratado envia uma mensagem contra o protecionismo e inaugura um novo capítulo na relação entre os continentes.

"Escolhemos o comércio justo em vez de tarifas. Escolhemos parcerias de longo prazo em vez de isolamento", disse Ursula.

Representando o governo brasileiro, o ministro de relações exteriores Mauro Vieira afirmou que o acordo é uma vitória do multilateralismo e trará benefícios concretos para a população.

"O acordo estabelece, de fato, uma parceria entre nossas regiões, com enorme potencial econômico para nossas sociedades e profundo sentido geopolítico para nossos países. Teremos mais empregos, mais investimentos, maior integração produtiva e crescimento econômico com inclusão social", declarou o chanceler.

Uma longa jornada de negociações

O caminho até a assinatura foi longo e complexo. As negociações começaram oficialmente em 1999 e, desde então, passaram por diversas pausas e retomadas.

Os principais entraves sempre envolveram a resistência de países europeus, como a França, em abrir seu mercado agrícola a produtos sul-americanos, enquanto o Mercosul buscava proteger setores industriais.

Nos últimos anos, exigências ambientais adicionais por parte da UE se tornaram um novo obstáculo, superado na reta final das tratativas.

Próximos Passos

A assinatura deste sábado é um passo fundamental, mas o acordo ainda não está em vigor. O texto precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu e, em seguida, pelos Congressos de cada um dos quatro países fundadores do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O processo pode levar anos e ainda enfrenta resistência de setores específicos em ambos os blocos.