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Ministro do STJ é acusado de assédio sexual por jovem de 18 anos

Caso ocorreu em Balneário Camboriú; família da vítima registrou boletim de ocorrência e espera "rigor nas apurações"

Por Redação
REDAÇÃO

04/02/2026 • 22:51 • Atualizado em 04/02/2026 • 22:51

Ministro Marco Buzzi

Ministro Marco Buzzi

STJ

Resumo

O caso envolve o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, acusado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos, filha de amigos, durante estadia em sua casa em Balneário Camboriú (SC), com boletim de ocorrência registrado em São Paulo e pedido da família por rigor nas apurações.

O relato aponta que o incidente ocorreu em 9 de janeiro, quando, segundo a vítima, o ministro tentou agarrá-la por três vezes no mar; após a denúncia aos pais, a família deixou imediatamente o local, registrou ocorrência em São Paulo e foi orientada a levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao foro privilegiado do magistrado.

As declarações oficiais incluem manifestação do advogado da vítima, Daniel Bialski, que exige rigor nas apurações, informação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) sobre tramitação sigilosa do caso, e nota do ministro Marco Buzzi negando veementemente as acusações e repudiando qualquer ilação de ato impróprio.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, foi acusado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos enquanto ela estava hospedada em sua casa, em Balneário Camboriú (SC). A moça é filha de amigos do magistrado, e o caso foi registrado em boletim de ocorrência em São Paulo. A família da vítima busca "rigor nas apurações" junto aos órgãos competentes. O ministro, por sua vez, negou veementemente as acusações, afirmando que "não correspondem aos fatos".

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O relato da vítima e as primeiras providências

De acordo com o portal Metrópoles, o incidente teria ocorrido no dia 9 de janeiro. O grupo, que incluía a jovem e o ministro, estava na praia. Em um dado momento, a moça foi tomar banho de mar, onde Marco Buzzi também se encontrava. Segundo o relato dela, o ministro estava visivelmente excitado e tentou agarrá-la por três vezes. A jovem conseguiu se desvencilhar, correu para a areia e relatou o ocorrido aos pais.

Após o relato, a família decidiu deixar imediatamente o local e seguiu para São Paulo, onde o boletim de ocorrência foi registrado. Posteriormente, o casal foi instruído a denunciar o fato ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que o ministro Marco Buzzi possui foro por prerrogativa de função, sendo a instância imediatamente inferior ao Supremo.

Repercussão e as declarações oficiais

O advogado da vítima, Daniel Bialski, manifestou-se sobre o caso, afirmando que, “neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado”. Ele reiterou que a família espera “rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”. A questão já está em análise no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O órgão informou que “o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira”.

Em nota oficial, o ministro Marco Buzzi declarou ter “sido surpreendido com o teor das insinuações divulgadas, as quais não correspondem aos fatos”. Ele disse ainda que “repudia toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”. Marco Buzzi tomou posse no STJ em 2011, tendo sido indicado à época pela então presidente Dilma Rousseff (PT).

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