
Ministro Zanin vota para tornar réu Eduardo Tagliaferro
Reprodução: Antonio Augusto/STF
Resumo
Ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, votou pela aceitação da denúncia contra Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, por exposição de informações confidenciais. Com seu voto, o placar na Primeira Turma do STF chegou a 2 a 0, faltando um voto para maioria.
Eduardo Tagliaferro, ex-assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, está sendo acusado de vazar conversas sigilosas que indicariam uso da Corte Eleitoral por Moraes para investigar aliados de Jair Bolsonaro.
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, denunciou Tagliaferro por múltiplos crimes, incluindo violação de sigilo funcional e obstrução de investigação, alegando que o ex-assessor atendia a interesses de uma organização criminosa. Tagliaferro foi detido na Itália em outubro, após ter se mudado para lá em julho.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, votou a favor da denúncia da Procuradoria-Geral da República para tornar réu Eduardo Tagliaferro, o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, acusado de expor informações confidenciais.Com o voto de Zanin, o resultado ficou 2 a 0, faltando apenas um para formar a maioria na Primeira Turma do STF. Os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia devem manifestar os votos até o fim da próxima sexta-feira (14), no plenário virtual. Alexandre de Moraes também votou a favor da condenação do ex-assessor.
Eduardo Tagliaferro era o assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação. Ele está sendo julgado por, supostamente, vazar para a imprensa conversas sobre assuntos sigilosos com o gabinete de Moraes. As conversas sugerem que o ministro teria usado a Corte Eleitoral para investigar companheiros do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em julho deste ano, Zanin se mudou para a Itália.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou Tagliaferro, em agosto, por violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal envolvendo organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A PGR acusou que o ex-assessor tinha como objetivo atender interesses ilegais de uma organização criminosa responsável por disseminar falsas notícias contra a higidez do sistema de urnas e a atuação do STF e TSE.
Cristiano Zanin foi para a Itália em julho deste ano e Paulo Gonet alegou que a fuga foi um claro indício de alinhamento com a organização criminosa. Em outubro, o ex-assessor foi detido no país italiano.
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