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Resumo
Aumento da mistura de etanol na gasolina comum permite venda com até 32% de etanol no Brasil a partir de 1º de junho, mudança válida por 180 dias e prorrogável por igual período.
Decisão foi anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), enquanto o Ministério Público Federal contesta a alteração alegando falta de testes conclusivos e avaliação de impactos ambientais.
Justificativa do conselho baseia-se na volatilidade do mercado de combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio, enquanto o uso do etanol proporciona queima mais limpa, menor rendimento por litro e possíveis danos em motores que não sejam flex modernos.
A gasolina comum já pode ser vendida no Brasil com 32% de etanol a partir deste sábado (1). Antes, essa mistura autorizada era de 30%. A mudança vale por 180 dias, com possibilidade de prorrogação de mais 180 dias.
A alteração foi anunciada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no último dia 14. Em julho, o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública, pedindo a suspensão do aumento da mistura de etanol na gasolina. O MPF aponta que os testes não foram realizados de maneira conclusiva e que os danos ambientais não foram devidamente calculados.
O Conselho justificou a medida por causa da volatilidade do mercado de petróleo e combustíveis, consequência da escalada da guerra no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O etanol proporciona uma queima mais limpa e maior potência ao motor, mas dura menos 20% a 30% em relação à gasolina devido ao menor teor energético. Além disso, com exceção de motores flex modernos, o uso contínuo de etanol causa danos aos veículos.


