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Mônica Bergamo: Ameaça de Bolsonaro de tirar Brasil do Brics gera apreensão no bloco

Ex-presidente expressou sua intenção de retirar o país do grupo econômico caso retorne à presidência; é a primeira manifestação contundente contra a organização na política nacional

Por Redação
REDAÇÃO

10/02/2025 • 09:04 • Atualizado em 10/02/2025 • 09:04

Mônica Bergamo

A colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, informou durante a manhã desta segunda-feira (10) que as ameaças realizadas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra os Brics ascenderam um 'sinal de alerta' no bloco econômico.

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Recentemente, o político filiado ao Partido Liberal e atualmente inelegível expresso sua intenção em retirar o Brasil do grupo que contém as principais economias emergentes do planeta, como Rússia, Índia, China e África do Sul.

Segundo autoridade de um dos países parceiros, a frase de Bolsonaro não passou em branco. Trata-se da primeira investida pública que um político expressivo no Brasil faz contra a organização.

Anteriormente, a participação do país nos Brics nunca havia sido atacada e a atuação brasileira no bloco aconteceu durante o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os dois mandatos de Dilma Rousseff (PT), a passagem de Michel Temer (MDB) na presidência, o único mandato de Jair Bolsonaro (PL) e à terceira passagem de Lula (PT) no Planalto.

Ainda segundo essa autoridade, o Brics era elogiado mesmo durante a gestão Bolsonaro, já que o Brasil tinha atuação e exercia protagonismo no bloco econômico, mas também mantinha uma boa relação com os Estados Unidos.

O retorno de Donald Trump à Casa Branca, no entanto, fez com que o quadro se alterasse e Bolsonaro passasse a criticar a continuidade do Brasil nos Brics. Mesmo inelegível, autoridades dos países que integram o bloco manifestam preocupação com o peso de sua liderança exercendo posição contrária ao grupo.

Manifestação similar na Argentina

Ainda em 2023, o então presidente recém-eleito Javier Milei, da Argentina, recusou um convite para entrada do país vizinho no bloco dos países emergentes e afirmou não considerar oportuna a adesão ao bloco. Durante a campanha presidencial, Milei já tinha manifestado a intenção de não dar continuidade a adesão da Argentina ao grupo.

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