O prazo para que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente recurso contra a condenação a 27 anos de prisão termina nesta segunda-feira (27). Segundo a colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, os advogados do ex-presidente vão protocolar os embargos infringentes, último instrumento antes do fim definitivo da fase de recursos. O objetivo é apontar supostas contradições na decisão judicial e tentar reduzir a pena, mas, na prática, a defesa não acredita em reversão, segundo apurado pela jornalista.
Os advogados pretendem usar o recurso para contestar toda a condenação, questionando a falta de provas diretas que liguem Bolsonaro aos atos de 8 de janeiro e ao plano de assassinato de Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes. “Esses são os argumentos da defesa, não meus”, enfatizou Bergamo, ao reproduzir o posicionamento dos representantes do ex-presidente.
Últimos capítulos de um processo sem saída
O processo chega agora ao penúltimo capítulo antes da execução da pena. Depois dos embargos de declaração e dos infringentes, não restarão alternativas jurídicas. Segundo a colunista, Bolsonaro vive o “pior momento político e pessoal”, sem perspectivas de redução de pena nem de soluções políticas.
As tentativas de anistia no Congresso perderam força, e o ex-presidente também deixou de contar com o apoio de Donald Trump, antes considerado aliado estratégico. O republicano se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e declarou ter “grande respeito” pelo governo brasileiro.
“A esperança de que Trump iria se sacrificar politicamente pelos Bolsonaro virou um sonho de uma noite de verão”, observou Bergamo. A aproximação entre Lula e o americano foi vista como o fim das ilusões de que o ex-presidente americano poderia intervir em defesa do brasileiro.
Abalo emocional e isolamento político
Bergamo também relatou que Bolsonaro enfrenta um abalo emocional profundo. Pessoas próximas afirmam que ele melhorou fisicamente, superando crises de soluços e vômitos que o levaram a internações, mas apresenta sinais de desânimo e episódios de choro.
Com o avanço do processo e o esvaziamento de suas alianças, o ex-presidente vê se aproximar a execução definitiva da pena. Segundo Mônica Bergamo, Bolsonaro teme a cena pública da prisão, mesmo que venha a cumprir parte da sentença em regime domiciliar.
No cenário atual, não há atalhos jurídicos ou políticos capazes de alterar o destino do ex-presidente. A colunista aponta que até a estratégia de uma eventual candidatura de aliados em 2026, visando um indulto futuro, parece improvável diante da recuperação política e popular de Lula.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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