O Tribunal Superior Eleitoral começa nesta terça-feira (04) o julgamento do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por abuso de poder econômico nas eleições de 2022. Segundo apuração da colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, a ministra Isabel Gallotti deve apresentar um voto duro, seguindo o mesmo posicionamento que já adotou em outros casos semelhantes, e pode defender a cassação do mandato do governador.
A acusação envolve a criação de cerca de 27 mil cargos fantasmas, que teriam sido usados para alocar apadrinhados políticos às vésperas da eleição. O caso ficou conhecido como o “escândalo da folha secreta de pagamento”, revelado em 2022 pelo portal UOL. Segundo a denúncia, as contratações foram feitas por meio da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e de uma fundação vinculada ao governo estadual, com pagamentos feitos em dinheiro vivo, sem transparência e sem publicação dos nomes dos contratados.
Julgamento e cenário político
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) absolveu Cláudio Castro em maio de 2024, mas o caso foi levado ao TSE após recurso. O governador afirma que não teve envolvimento direto com as contratações e que interrompeu o esquema assim que tomou conhecimento. Ele diz confiar na Justiça e espera ser inocentado.
Ainda que o julgamento comece nesta semana, não há expectativa de desfecho imediato. “Depois do voto da ministra Gallotti, um dos ministros deve pedir vista, adiando a decisão final”, explicou Mônica Bergamo. Mesmo assim, o voto da relatora deve trazer novos detalhes sobre as irregularidades da campanha e pressionar politicamente o governador.
Popularidade em alta após operação policial
O julgamento ocorre em um momento de alta popularidade de Cláudio Castro, impulsionada pela megaoperação policial nas comunidades da Penha e do Alemão, que deixou mais de 120 mortos e provocou forte repercussão nacional. Segundo pesquisa Genial/Quaest, a aprovação do governador subiu de 43% para 53% após a ação, enquanto a reprovação se manteve em 40%.
O Datafolha também mostrou um aumento da polarização: os índices de “ótimo e bom” cresceram, mas os de “ruim e péssimo” também subiram, enquanto o “regular” caiu. A operação dividiu a opinião pública e gerou apoio majoritário no Rio, embora tenha sido duramente criticada em outras partes do país.
Mônica Bergamo destacou que, apesar do cenário favorável nas pesquisas, o julgamento no TSE representa uma ameaça política ao governador. “Mesmo que ele não seja cassado agora, o voto da ministra deve jogar luz sobre irregularidades da campanha de 2022 e reacender questionamentos sobre sua gestão”, analisou.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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