Band News FM
BandNews FM

Mônica Bergamo: Cláudio Castro sob ameaça de cassação no TSE

Ministra Isabel Gallotti vota pela cassação do governador do Rio de Janeir, mas pedido de vista paralisa ação no TSE

Da redação
DA REDAÇÃO

05/11/2025 • 09:33 • Atualizado em 05/11/2025 • 09:33

Mônica Bergamo

A suspensão do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral que levar a cassação do governador do Rio não encerra os problemas judiciais de Cláudio Castro. O caso que analisa um possível abuso de poder econômico nas eleições de 2022, foi interrompido após um pedido de vista do ministro Antônio Carlos Ferreira, enquanto o voto da relatora, ministra Isabel Gallotti, foi duro e favorável à cassação do mandato.

Compartilhar

Segundo apuração da colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, o placar no TSE caminhava para um resultado desfavorável ao governador antes da interrupção. “Pelo que apurei, o cenário seria de quatro votos contrários e três favoráveis. Ele poderia, sim, ser cassado”, relatou. Ainda assim, a decisão de suspender o julgamento foi vista como uma estratégia para evitar instabilidade política no estado, que passa por uma crise de segurança após a operação policial que deixou 121 mortos na semana passada.

Acusações e voto da relatora

No voto, a ministra Gallotti afirmou que Cláudio Castro transformou a Fundação CEPERJ e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em cabides de emprego durante o período eleitoral. Documentos apontam que 27 mil pessoas foram contratadas para trabalhar em projetos sociais, mas, na prática, atuavam em campanha eleitoral.

Os dados apresentados indicam um salto no orçamento da fundação, que passou de R$ 127 milhões em 2021 para R$ 460 milhões em 2022, ano da eleição. Parte dos pagamentos teria sido feita em dinheiro vivo, sacado na boca do caixa, prática apontada como irregular. A ministra considerou o esquema uma forma de uso indevido de recursos públicos para desequilibrar a disputa eleitoral.

A defesa de Cláudio Castro sustenta que ele não teve participação direta nas contratações e que interrompeu o programa assim que foi informado das irregularidades. Os advogados afirmam que o caso seria análogo a “culpar o presidente do tribunal por uma multa de trânsito aplicada ao motorista do órgão”.

Julgamento adiado, não encerrado

Mônica Bergamo destacou que o adiamento não elimina o risco político e jurídico para o governador. “O julgamento foi suspenso, mas não resolvido. Essa espada segue erguida sobre a cabeça de Cláudio Castro”, disse a colunista.

O processo foi pautado porque a ministra Gallotti deixará o TSE ainda neste mês e quis apresentar seus votos antes da saída, prática comum em tribunais. “O caso não foi tirado da gaveta, ele estava na fila e foi levado a julgamento para que ela pudesse votar antes de sair”, explicou Bergamo.

Com o pedido de vista, o processo retorna temporariamente ao acervo do tribunal, sem data definida para retomada. No entanto, o voto da relatora, com críticas contundentes e apontamentos técnicos sobre o suposto uso eleitoral da máquina pública, reforça o desgaste político do governador, que enfrenta um dos momentos mais delicados de sua gestão.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

Newsletter Notícias

Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.

Selecione os seus temas favoritos: