
Correios
Reprodução/Jornal da Band
Resumo
Processo de venda de imóveis dos Correios envolve leilão de 60 propriedades em todo o Brasil até o final do ano, com expectativa de arrecadação de R$ 1,5 bilhão para conter rombo financeiro previsto de R$ 9 bilhões.
Plano de reestruturação inclui medidas como venda de ativos e Plano de Demissão Voluntária, que teve baixa adesão, enquanto déficit estimado para este ano permanece em R$ 7,5 bilhões mesmo após arrecadação dos leilões.
Presidente Emmanoel Schmidt Rondon prevê equilíbrio financeiro apenas em 2027, com leilões digitais abertos para pessoas físicas e jurídicas, portfólio de imóveis variado e propriedades localizadas em vários estados brasileiros.
Em uma tentativa de conter um rombo previsto em R$ 9 bilhões para este ano, os Correios iniciaram um grande processo de venda de imóveis de sua propriedade em todo o Brasil.
A estatal planeja leiloar 60 propriedades até o final do ano, com a expectativa de arrecadar R$ 1,5 bilhão. Os primeiros leilões, que incluem apartamentos, terrenos, galpões e prédios administrativos, já estão marcados para os dias 12 e 26 de fevereiro.
Crise Financeira e Medidas de Contenção
A venda de ativos é apenas uma das frentes do plano de reestruturação para reverter a grave crise financeira da estatal. Conforme apurado pela colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, a receita estimada para este ano é de R$ 17 bilhões, enquanto as despesas devem alcançar R$ 26 bilhões. Desse total, 75% são gastos com pessoal.
Mesmo com a arrecadação dos imóveis, ainda restará um déficit de R$ 7,5 bilhões a ser coberto.
Outra medida em andamento é um Plano de Demissão Voluntária (PDV), que até o início da semana contava com apenas 500 adesões, um número abaixo da meta da empresa.
A expectativa é que o equilíbrio financeiro dos Correios só seja alcançado em 2027, segundo o próprio presidente da estatal, Emmanoel Schmidt Rondon.
Os leilões serão realizados de forma digital e estarão abertos para pessoas físicas e jurídicas. O portfólio de imóveis é diversificado, com preços que variam de R$ 19 mil a R$ 11 milhões.
As propriedades estão localizadas em diversos estados, como Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
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