O escândalo envolvendo o Banco Master ganhou novas dimensões após a prisão do empresário Daniel Vorcaro pela Polícia Federal. Segundo a colunista da BandNews FM Mônica Bergamo, o caso provoca tensão incomum entre políticos, gestores públicos e integrantes do Judiciário, diante das conexões do banqueiro com políticos dos diferentes espectros. As investigações agora avançam sobre fundos estaduais e municipais que aplicaram recursos em títulos da instituição liquidada pelo Banco Central.
A rede de relações de Vorcaro era ampla. Ele mantinha proximidade com ministros do governo Lula, com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, com lideranças do Centrão e com um escritório ligado à família do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Essa amplitude ajuda a explicar o clima de apreensão em Brasília. Pessoas próximas ao ex-banqueiro afirmam que a queda dele pode gerar “atritos políticos imensuráveis”.
O ponto mais sensível agora está nos fundos de previdência estaduais e municipais que investiram grandes somas em papéis do Banco Master, muitos deles sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O caso mais grave é o do Rio Previdência, responsável pelos pagamentos de mais de 235 mil aposentados do Estado do Rio de Janeiro.
Um relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) apontou que o fundo aplicou R$ 1 bilhão em títulos do Master, comprometendo cerca de 8% de seu patrimônio. Parte dos investimentos foi feita mesmo após alertas de risco, e em letras financeiras sem qualquer garantia, o que expõe aposentados e pensionistas a perdas totais. O deputado estadual Luiz Paulo (PSD-RJ) afirmou que esses recursos “podem virar pó”.
Outros estados e municípios também aparecem nas apurações, como Amapá, Amazonas e Maceió, indicando que a prática pode ter se repetido em diferentes regiões do país e ampliando o alcance do escândalo.
Para Mônica Bergamo, a investigação atinge dimensões que ultrapassam o setor financeiro. O caso envolve política nacional, governos estaduais, fundos de pensão, operações não garantidas e interesses de grupos diversos. Diante disso, a colunista avalia dois cenários possíveis: uma investigação ampla, capaz de atingir figuras influentes, ou um “freio de arrumação”, quando pressões políticas tentam conter o avanço das apurações.
Segundo Bergamo, o potencial explosivo é significativo, já que os prejuízos podem recair diretamente sobre aposentados que desconheciam os riscos assumidos pelos gestores.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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