A Comissão Parlamentar Mista do INSS pode perder força após a operação da Polícia Federal que prendeu ex-presidentes do órgão nomeados tanto por Lula quanto por Bolsonaro. A avaliação é da colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, segundo quem o avanço das investigações — atingindo diferentes forças políticas — tende a provocar esvaziamento no ritmo e na disposição dos parlamentares em levar a comissão adiante.
Operação amplia exposição e reduz apetite político
Bergamo explica que, embora a operação reacenda o tema nas manchetes, o fato de alcançar figuras de governos distintos costuma causar o efeito inverso no Parlamento. “Quando a investigação atinge todo mundo, a tendência é esfriar”, afirmou. Em CPIs, observa a colunista, é comum que parlamentares reduzam o ímpeto quando o risco político deixa de ser unilateral.
Segundo ela, esse movimento já é perceptível nos bastidores: o governo reorganizou sua base dentro da comissão e tem conseguido barrar requerimentos que poderiam elevar a pressão sobre o tema.
Negociações por cargos ajudam o governo a controlar a CPI
De acordo com Mônica Bergamo, o governo e o Centrão negociam cargos em estruturas importantes da administração para consolidar maioria na CPI e minimizar desgastes. Entre os órgãos citados estão:
- Serpro, peça-chave na discussão da nuvem soberana brasileira;
- Cade, responsável pela regulação da concorrência entre empresas;
- Banco do Nordeste, alvo do grupo de Davi Alcolumbre;
- Diretorias da Caixa Econômica Federal.
As negociações também têm impacto direto na articulação para aprovar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, favorito para a indicação ao Supremo Tribunal Federal.
Efeito do escândalo atinge CPI e reduz disposição para confronto
A PF cumpriu mais de 60 mandados contra fraudadores do INSS, incluindo o ex-presidente do órgão no governo Lula, Alessandro Stefanutto, e o ex-presidente no governo Bolsonaro, Rogério Marinho, que também comandou o Ministério do Trabalho. O alcance amplo da operação aumenta a preocupação entre parlamentares que compõem a CPI.
Bergamo afirma que escândalos com ramificações em vários campos políticos criam ambiente para pactos silenciosos de contenção. “Quando começa a respingar em vários lados, a tendência é pisar no freio”, analisou.
Mesmo com declarações públicas duras, a expectativa na Câmara é de que a CPI do INSS caminhe para um relatório neutro e com baixo potencial de desgaste — especialmente após o avanço da investigação federal.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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