O PT está dividido sobre o futuro do senador Jaques Wagner, que se tornou alvo da Compliance Zero, por envolvimento com o Banco Master. A Polícia Federal cumpriu ontem (18) um mandado de busca e apreensão contra ele. Segundo apuração da colunista Mônica Bergamo, o partido tem três visões diferentes sobre o líder do governo no Senado, resta saber qual é a perspectiva do presidente Lula.
Um primeiro grupo traz uma visão mais dura, que aponta que Jaques Wagner não deve ser defendido, precisa deixar a liderança do governo no Senado e ainda deve ser criticado em público. Levantam essa bandeira nomes como Rogério Correia, de Minas Gerais, e Lindbergh Farias, do Rio de Janeiro.
Eles mantêm o discurso que Lula tinha antes do nome do PT surgir no escândalo do Master, de quê os envolvidos precisam se explicar. A avaliação é que o partido pode perder a ofensiva política se Jaques Wagner seguir no cargo.
Em uma segunda ala, parte do PT aponta que Wagner deveria sair da função de líder do governo no Senado, mas que deve ser elogiado publicamente pelo histórico dele no partido e na política. Jaques Wagner é o principal nome do PT na Bahia, além de amigo pessoal do presidente Lula.
Por fim, há ainda um grupo que defende que o presidente deve manter Wagner no cargo, independentemente do cenário. Segundo Mônica Bergamo, a dúvida é saber por qual corrente o presidente vai seguir
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