O governo federal decidiu enviar ministros ao Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (29), para discutir a crise de segurança no estado após a megaoperação policial que deixou mais de 60 mortos nos Complexos da Penha e do Alemão. Segundo apuração da colunista Mônica Bergamo, o encontro foi articulado depois de um telefonema do governador Cláudio Castro ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e deve ocorrer em um clima de forte tensão política.
Castro pretendia viajar a Brasília para cobrar pessoalmente apoio do Palácio do Planalto, mas o governo federal mudou a estratégia ao avaliar que a visita poderia ser interpretada como um gesto político de confronto. “O governo enxergou ali uma armadilha, aquela cena de o governador ir a Brasília fazer pedidos insistentes e posar como vítima de autoridades insensíveis”, relatou a colunista no Jornal BandNews FM.
A decisão, então, foi inverter o roteiro. Ministros de Lula vão ao Rio para discutir o apoio federal diretamente com as autoridades estaduais. Segundo fontes ouvidas por Mônica Bergamo, o objetivo da comitiva é “ajudar a população fluminense” e demonstrar solidariedade institucional em meio à crise.
Governo federal não foi avisado da operação.
O Palácio do Planalto recebeu com surpresa as informações sobre a operação, considerada de grande magnitude e sem comunicação prévia ao governo federal. Mônica Bergamo afirmou que integrantes da equipe de Lula veem o episódio como um fracasso de coordenação entre os órgãos de segurança.
“Uma operação desse porte não se faz na base da surpresa”, relatou a colunista, citando como contraponto uma ação recente em São Paulo que envolveu Polícia Federal, Receita Federal, Ministério Público e Polícia Militar, com planejamento conjunto e sem mortes.
Fontes do governo afirmaram a Bergamo que o Rio não pediu apoio na área de inteligência nem de investigação, tampouco solicitou o uso de blindados ou de tropas federais. Segundo elas, qualquer atuação das Forças Armadas exigiria um pedido formal de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), o que não ocorreu.
Reunião marcada por desconfiança e cálculo político.
O clima entre o governo federal e o governador Cláudio Castro é de forte desconfiança. Depois das declarações públicas em que disse estar “sozinho no combate ao crime”, Castro telefonou para Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, para explicar que suas críticas se referiam a pedidos anteriores, e não à operação atual.
A reunião deve marcar o primeiro contato direto entre os dois governos após o confronto que transformou o Rio em palco de uma das ações policiais mais letais da história recente do país. Para Mônica Bergamo, além de discutir medidas práticas de segurança, o encontro será também um teste político. “Cada lado fará seus cálculos sobre como essa operação e suas consequências repercutem nacionalmente.”
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:



