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Mônica Bergamo: livre de sanções dos EUA, Fux demonstra perfil garantista

Segundo a colunista BandNews FM, a deliberação de Fux foi motivo de perplexidade tanto para os demais magistrados do STF quanto para os advogados dos réus

Por Redação
REDAÇÃO

11/09/2025 • 09:46 • Atualizado em 11/09/2025 • 09:46

Mônica Bergamo

Após o voto do ministro Luiz Fux, a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na BandNews FM, destacou as repercussões da decisão no contexto do julgamento que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a colunista, a deliberação de Fux foi motivo de perplexidade tanto para os demais magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto para a equipe de defesa.

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Conforme Bergamo, a decisão de Fux de absolver Bolsonaro causou ainda mais estranheza devido ao histórico de votos do ministro, que em outras ocasiões se mostrou rigoroso, inclusive em casos de menor impacto.

“O voto do ministro Luiz Fux causou total perplexidade em praticamente todas as pessoas envolvidas diretamente no julgamento. Os ministros da Primeira Turma e os advogados dos réus começaram acreditando que o Fux abriria divergências importantes com o relator Alexandre de Moraes (...), faria de um jeito que apontaria para uma redução de penas, reforçaria divergências já apontadas anteriormente, como a de que o Bolsonaro deveria ser julgado pelo plenário da Corte, mas jamais, nem nos piores pesadelos dos outros ministros, ninguém imaginou que ele votaria pela completa nulidade do processo, que ele absolveria Jair Bolsonaro de absolutamente todos os crimes”, disse Bergamo.

O comportamento judicial do ministro, que já havia votado pela prisão do ex-presidente Lula e por outras condenações, parece ter sofrido uma mudança radical, adotando um perfil "garantista". A jornalista menciona que a deliberação é vista por outros ministros como um presente aos opositores do STF, incluindo aqueles nos Estados Unidos que propuseram sanções contra magistrados brasileiros.

“O sentimento dos outros magistrados em relação ao voto dele é o pior possível, porque o voto não está sendo visto apenas como um voto divergente, mas está sendo visto como um voto que foi dado numa bandeja de ouro para os maiores adversários do Supremo hoje, que hoje são integrantes do governo dos Estados Unidos, que dia sim ou dia também propõem sanções contra magistrados da Suprema Corte, fazem ameaças o tempo todo nas redes sociais, dizendo que o pior ainda está por vir (...)”, acrescentou Bergamo.

Bergamo conclui a análise destacando que a deliberação de Fux pode ser interpretada como um incentivo a atos golpistas, contrastando com sua postura anterior, que visava coibir crimes de menor potencial ofensivo. Ela ressalta que a expectativa é que os outros ministros do STF confrontem essa decisão em seus próprios votos, buscando um desfecho mais alinhado com o que se esperava do tribunal.

A matéria jornalística, portanto, reforça a visão de que o voto de Fux foi um ponto de inflexão na dinâmica do STF, gerando surpresa, críticas e um debate sobre a consistência de seu perfil judiciário.

*Este texto foi produzido com auxílio de inteligência artificial e revisado pela reportagem do Band.com.br.

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