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Mônica Bergamo: megaoperação polariza redes sociais com 2 milhões de postagens

Relatório da FGV Comunicação revela que operação com o Comando Vermelho gerou 60 milhões de interações, com polarização entre perfis de direita e esquerda, e fortaleceu pautas da direita

Da redação
DA REDAÇÃO

30/10/2025 • 09:12 • Atualizado em 30/10/2025 • 09:12

Mônica Bergamo
Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte carioca

Complexos do Alemão e da Penha, na zona norte carioca

Tânia Rêgo/Agência Brasil

Resumo

A operação policial no Rio de Janeiro, que terminou com mais de 120 mortes, gerou uma forte repercussão nas redes sociais, com dois milhões de postagens e 60 milhões de interações sobre o tema, de acordo com um relatório detalhado da FGV Comunicação.

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A pesquisa, que contabilizou interações até a tarde desta quarta (29), um dia depois da megaoperação, apontou que Lula foi mencionado em cerca de 25% dos posts, principalmente em críticas feitas por perfis alinhados à direita.

Por outro lado, o governador Cláudio Castro foi a figura mais associada à operação, sendo atacado por diferentes grupos, mas também elogiado por outros.

Segundo o relatório, 36% dos perfis nas redes sociais foram críticos à operação, com uma concentração de ataques à falta de planejamento e à letalidade da ação, com destaque para jornalistas e veículos alinhados à esquerda. “No entanto, 34% dos perfis se mostraram favoráveis à operação, em sua maioria vinculados à direita, exaltando as forças policiais e a atuação de Cláudio Castro”, relatou a colunista Mônica Bergamo no Jornal BandNews FM.

Polarização nas redes e discussões sobre facções criminosas

Os dados indicam que as redes sociais se polarizaram em torno de dois discursos principais. O primeiro, defendido por perfis de direita, associava as facções criminosas à ameaça à soberania nacional, com uma discussão crescente sobre a necessidade de tratar essas facções como grupos narcoterroristas, uma linha de pensamento alinhada com as declarações de Donald Trump. A argumentação sugere que os Estados Unidos poderiam intervir em países cujas facções estivessem comprometendo a segurança nacional.

A discussão sobre a soberania do Brasil também ganhou força, com o deputado Eduardo Bolsonaro se alinhando a essa narrativa ao afirmar que o país se tornou o “principal narco-estado da América do Sul”, com apoio implícito do governo federal a grupos narcoterroristas.

Repercussão política e novo cenário para a direita

De acordo com a FGV, a operação teve um impacto direto na política nacional, unindo a direita, que até então enfrentava derrotas políticas consecutivas. A operação gerou uma nova pauta para a direita, colocando a segurança pública novamente no centro do debate, um tema sensível para o governo de Lula, que enfrentava dificuldades para tratar questões fiscais e de segurança. O relatório sugere que a segurança pública passou a ser vista como um "último refúgio" para a direita, que encontrou na operação uma bandeira para inverter o jogo político.

“O governo federal, que vinha oscilando, agora vê sua popularidade abalada por essa questão, e a direita, com sua agenda centrada na segurança, foi capaz de retomar a pauta com uma visibilidade enorme”, explicou Bergamo. Para a colunista, a operação no Rio de Janeiro se tornou um campo de disputa política, onde decisões tomadas nos gabinetes influenciam diretamente a percepção pública sobre a segurança e o combate ao crime organizado.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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