
Lula durante a abertura do ano Judiciário
Reprodução/BandNews TV
Resumo
Adiantamento da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal foi decidido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para depois do Carnaval, após operação da Polícia Federal provocar mal-estar político envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segundo a colunista Mônica Bergamo.
Operação da Polícia Federal investigou irregularidades em fundo de previdência do Amapá, atingindo Josildo Silva Lemos, presidente da Amapá Previdência e aliado de Alcolumbre, resultando em atrito político e percepção de interferência entre Executivo e figuras do Congresso.
Apoio declarado do senador Ciro Nogueira, liderança da oposição e ex-ministro de Bolsonaro, fortaleceu a indicação de Messias ao STF, com argumentos baseados na competência e nas raízes piauienses do advogado-geral da União, consolidando maioria do governo no Senado para aprovação.
O plano do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de oficializar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) foi adiado para depois do Carnaval.
A decisão ocorreu após uma operação da Polícia Federal sobre irregularidades em um fundo de previdência no Amapá, estado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que gerou um mal-estar político que atrasou a estratégia do Palácio do Planalto. A informação é da colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM.
Apesar do contratempo, o governo federal está confiante de que já possui a maioria necessária no Senado para aprovar o nome de Messias, o atual advogado-geral da União. Segundo a jornalista Mônica Bergamo, o cenário hoje é muito mais favorável à aprovação do nome dele do que no ano passado, quando se temia uma grande derrota na sabatina.
O pivô da crise
A operação da PF, deflagrada para investigar a compra de títulos do Banco Master pelo fundo de previdência do Amapá, teve como um dos alvos Josildo Silva Lemos, presidente da Amapá Previdência e tesoureiro de uma das campanhas eleitorais de Alcolumbre. Lemos foi alvo de mandados de busca e apreensão, o que, no jargão político, "respingou" no senador.
De acordo com aliados do presidente, sempre que operações policiais atingem figuras políticas, mesmo que indiretamente, gera-se um atrito com o governo federal. Embora o Executivo não tenha controle sobre as ações da Polícia Federal, a percepção de interferência política causa desgaste.
Apoio da oposição
Em uma reviravolta política, a indicação de Jorge Messias ganhou um apoiador de peso na oposição. O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro e um dos maiores críticos do governo Lula, declarou apoio aberto ao nome do AGU.
Nogueira afirmou à jornalista Mônica Bergamo que sempre apoiou Messias, a quem descreveu como "preparadíssimo, honesto e de bom coração". O senador, que preside o Progressistas, justificou seu voto pelas raízes de Messias no Piauí, seu estado natal, e disse que fará campanha por ele, mesmo com a indicação partindo de Lula.
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