Resumo
A desaprovação do governo Lula em três pesquisas eleitorais consecutivas preocupa o Planalto, conforme relatado pela colunista Mônica Bergamo.
Os levantamentos Meio/Ideia, Datafolha e Ipsos/IPEC apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno e índices de desaprovação do governo em 50% e 40%, indicando necessidade de maior aprovação para uma eleição segura.
O escândalo do Banco Master e o depoimento de Fábio Luis Lula da Silva na CPI do INSS dificultam a melhora da imagem do governo, pois segundo Mônica, aumentam a exposição negativa e reforçam a percepção de corrupção entre a população.
A desaprovação do governo Lula em três pesquisas eleitorais seguidas gera preocupação no Planalto. A informação é da colunista Mônica Bergamo.
O levantamento Meio/Ideia, divulgado nesta quarta-feira (11), aponta para um empate técnico entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, sendo o petista com 47% dos votos e o bolsonarista com 45%. As outras duas pesquisas divulgadas ontem (10), do Instituto DataFolha e a Ipsos/IPEC apontam para desaprovação do governo, de 50% e 40%, respectivamente.
Segundo Mônica Bergamo, o Governo Federal já esperava que o candidato anti-Lula, que no caso é Flávio Bolsonaro, tivesse um bom desempenho nas pesquisas. No entanto, a desaprovação da gestão é dada como um sinal de alerta. Os analistas internos apontam que, para enfrentar a eleição com tranquilidade, Lula precisaria, em média, dez pontos porcentuais a mais de aprovação. Isso porque o processo eleitoral em si já é algo desgastante e é preciso ter uma margem de segurança.
Além disso, o escândalo do Banco Master, mesmo sendo revelado pela gestão atual, dificulta que a aprovação suba. Em um primeiro momento, o assunto toma conta do noticiário nacional, o que tira espaço para notícias favoráveis ao governo, como número de crescimento, geração de empregos e inflação. Além disso, as notícias sobre corrupção, segundo Mônica, reforçam uma imagem de governo corrupto na cabeça da população.
Por fim, o filho do presidente, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, tendo que dar explicações na CPI do INSS não fortalece a imagem do Governo Federal.
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