A nomeação de Guilherme Boulos (PSOL-SP) para o comando da Secretaria-Geral da Presidência da República já provoca movimentação intensa dentro do PSOL, que tenta encontrar um nome capaz de herdar o capital político do deputado. Segundo a colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, o partido enfrenta um dilema estratégico após a confirmação da mudança no Diário Oficial da União, publicada nesta segunda-feira (20).
“Agora é oficial”, destacou Bergamo, que havia antecipado a nomeação ainda no fim de semana, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu exonerar Márcio Macêdo e colocar Boulos na pasta responsável pela articulação com os movimentos sociais.
O novo ministro, que conversou com a colunista logo após a nomeação, afirmou que sua missão será “colocar o governo na rua”. Segundo ele, o próprio Lula pediu que percorra o país “levando as realizações do governo e aproximando os movimentos sociais que ainda estão distantes do Planalto”.
Impacto político no PSOL
A entrada de Boulos no primeiro escalão do governo federal também muda o cenário eleitoral do PSOL. O acordo entre Lula e o deputado prevê que ele não será candidato à reeleição à Câmara dos Deputados em 2026, o que preocupa dirigentes do partido.
De acordo com Bergamo, o PSOL teve 2 milhões de votos em São Paulo nas últimas eleições para deputado federal, sendo 1 milhão apenas de Boulos. A bancada federal do partido conta com 15 nomes (14 em exercício), e sete deles são de São Paulo, incluindo Erika Hilton e Heloísa Erundina.
A colunista apurou que há um temor de que os votos obtidos por Boulos migrem para outras legendas, especialmente o PT, nas próximas eleições. A deputada Erika Hilton é vista como o nome com maior potencial de manter parte do eleitorado do correligionário, mas dirigentes reconhecem que será difícil compensar totalmente a perda.
Possíveis sucessores
Entre os nomes cogitados para disputar vagas federais em 2026 estão Natália Szermeta, esposa de Boulos e integrante do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), e Guilherme Simões, também ligado ao movimento. Outros possíveis candidatos mencionados por Bergamo incluem Juliano Medeiros, ex-presidente do PSOL, e os deputados estaduais Guilherme Cortes e Marina Helu.
A veterana Heloísa Erundina, hoje com 90 anos, e o histórico Ivan Valente ainda avaliam se tentarão a reeleição, o que pode ampliar o desafio de renovação interna da legenda.
Lula busca formar novas lideranças
Mônica Bergamo destacou ainda que a escolha de Lula tem dimensão estratégica dentro do campo político do governo. Para a colunista, o presidente busca abrir espaço para novas lideranças da esquerda, que possam se projetar além do seu próprio ciclo político.
“O Lula sabe que este é o último mandato e parece decidido a fortalecer quadros que possam ganhar musculatura e palco para atuar”, avaliou. Segundo ela, o movimento também serve para dar experiência executiva a nomes com potencial eleitoral, um obstáculo enfrentado pelo próprio Lula no início de sua trajetória.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:



