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Mônica Bergamo: relatório de Derrite sobre facções provoca reação da PF

Ministério da Justiça considera que mudanças propostas pelo deputado fragilizam o combate ao crime organizado e retiram poderes da Polícia Federal

Da redação
DA REDAÇÃO

11/11/2025 • 09:17 • Atualizado em 11/11/2025 • 09:17

Mônica Bergamo

O relatório do secretário de Segurança Pública de São Paulo licenciado, Guilherme Derrite (PL), sobre o projeto de lei antifacções, apresentado pelo governo Lula, gerou forte reação da Polícia Federal e da base governista no Congresso. Segundo apuração da colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, o texto é considerado pelo Ministério da Justiça um “tiro no coração do combate ao crime organizado”.

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PF vê risco de enfraquecimento no combate ao crime

De acordo com integrantes da cúpula da PF ouvidos por Bergamo, o relatório de Derrite cria condicionantes que dificultam a atuação da Polícia Federal em investigações sobre organizações criminosas. Uma das propostas mais criticadas obriga a PF a avisar governadores e forças estaduais antes de iniciar investigações em seus territórios.

A medida é vista como um risco, já que há casos documentados de envolvimento de autoridades locais com o crime organizado. “Como a PF vai avisar que está investigando, inclusive quando há suspeita sobre as próprias forças estaduais?”, questionam técnicos do Ministério da Justiça.

Alteração de competência preocupa governo

Outro ponto de crítica é a tentativa de transferir para as justiças estaduais casos que envolvem facções que atuam em mais de um estado — retirando, assim, parte da competência da Justiça Federal. Para o governo, isso criaria conflitos de jurisdição e facilitaria estratégias de defesa de advogados para contestar decisões judiciais.

O Ministério da Justiça avalia que a proposta esvazia o papel da Polícia Federal e enfraquece o enfrentamento nacional ao crime organizado, ao fragmentar investigações que hoje dependem da coordenação centralizada da União.

Governo tenta reverter texto no Congresso

Segundo Mônica Bergamo, o governo Lula vai tentar barrar o texto de Derrite na Câmara. Caso não consiga, a estratégia é modificar o conteúdo no Senado ou recorrer ao veto presidencial. Mesmo após as críticas, o secretário manteve a maior parte das alterações.

O superintendente da PF, André Meirelles, afirmou à colunista que o projeto, mesmo com ajustes, “continua retirando competências da Polícia Federal” e será rejeitado pela corporação.

Defesa da autonomia da Polícia Federal

Durante o Jornal BandNews FM, os âncoras lembraram que a Polícia Federal é uma das instituições mais respeitadas do país e que atua de forma independente e suprapartidária, investigando casos que envolveram petistas, tucanos e bolsonaristas.

Bergamo destacou que não se combate ao crime avisando que vai investigar, lembrando o caso recente em que 16 policiais militares foram indiciados por envolvimento na execução de um delator do PCC em Guarulhos. Para a colunista, enfraquecer a PF “é abrir espaço para o avanço das facções e das milícias no país”.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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