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Mônica Bergamo: STF pode prender Bolsonaro nos próximos dias após julgamento de recursos

Colunista da BandNews FM explica que recursos do ex-presidente devem ser rejeitados e prisão pode ocorrer ainda em novembro

Da redação
DA REDAÇÃO

07/11/2025 • 09:15 • Atualizado em 07/11/2025 • 09:15

Mônica Bergamo

O ex-presidente Jair Bolsonaro pode ser preso a qualquer momento a partir desta sexta (07) até o 14 de novembro, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite os recursos apresentados pela defesa contra a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão. Segundo apuração da colunista Mônica Bergamo, da BandNews FM, o resultado do julgamento é considerado inevitável, e deve ocorrer por unanimidade, o que impede novos recursos.

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“Se for por unanimidade, ele não poderá apresentar os chamados embargos infringentes, que só são aceitos quando há divergência entre os ministros. Nesse caso, o processo transita em julgado, e a prisão pode ser decretada imediatamente”, explicou Bergamo.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, já teria determinado uma vistoria nas instalações da Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde Bolsonaro poderia cumprir a pena em regime fechado. Outras possibilidades incluem uma sala especial na Polícia Federal ou instalações do Exército, mas, segundo a colunista, essas opções são consideradas menos prováveis.

Defesa aposta em prisão domiciliar

Advogados ligados ao ex-presidente avaliam que ele poderá obter o benefício da prisão domiciliar, devido às condições de saúde e à idade — Bolsonaro completa 71 anos em março. “Eles acreditam que, pelas circunstâncias, o ex-presidente será beneficiado pela prisão domiciliar. Ele tem histórico de cirurgias, crises de soluço, problemas digestivos e de pele, e tudo isso está documentado”, relatou Bergamo.

Ainda assim, a colunista explicou que a entrada no sistema prisional é obrigatória antes da concessão de qualquer benefício. “Todo preso precisa passar pelo procedimento inicial: exame médico, registro, foto, uniforme e número. Só depois pode solicitar a mudança de regime”, afirmou.

A experiência da prisão e a ironia do destino

Bergamo lembrou sua visita anterior ao Complexo da Papuda, onde conversou com Paulo Maluf e Luiz Estevão, ambos ex-políticos presos no local. “É uma cena muito dura. Todos vestem branco, dividem celas e enfrentam uma rotina que tem pouco de ressocializadora. O ambiente é medieval”, descreveu.

A jornalista ressaltou a ironia política de Bolsonaro, que sempre defendeu o endurecimento do sistema prisional, poder agora integrar o mesmo sistema que tratava com desprezo. “É um contraste forte: alguém que defendeu prisões mais severas e a falta de direitos dos detentos prestes a viver dentro do mesmo sistema que ele queria tornar ainda mais cruel”, afirmou.

A expectativa é de que, mesmo com uma eventual decisão por prisão domiciliar, Bolsonaro passe pelos trâmites regulares do sistema carcerário, incluindo o registro e a formalização da detenção. “Ele não escapará da cena simbólica de ser preso como qualquer outro condenado”, concluiu Bergamo.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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