
Moraes julgamento
Antonio Augusto/STF
Resumo
Citação por edital e carta rogatória: O ministro Alexandre de Moraes do STF determinou a citação do deputado Eduardo Bolsonaro por edital e do jornalista Paulo Figueiredo por carta rogatória, em processos relacionados a ataques às instituições democráticas.
Despacho e medidas judiciais: Segundo despacho de Moraes, Eduardo Bolsonaro dificultou a intimação, levando ao uso do edital. Para Paulo Figueiredo, residente no exterior, a carta rogatória visa assegurar a tramitação processual sem riscos de prescrição.
Contexto político e judicial: As ações do STF, sob relatoria de Moraes, buscam evitar manobras que impedem citações formais de investigados, em um contexto de tensões políticas e debates sobre regulação de redes sociais e combate à desinformação.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (29) duas medidas distintas para garantir a citação judicial de investigados em processos ligados a ataques às instituições democráticas. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) será citado por edital, enquanto o jornalista Paulo Figueiredo, que vive no exterior, deverá ser notificado por carta rogatória.
Segundo despacho do magistrado, Eduardo Bolsonaro teria dificultado sucessivas tentativas de recebimento da intimação, levando o Supremo a recorrer à publicação em edital, mecanismo previsto em lei quando não é possível efetivar a notificação de forma direta. A partir da publicação, o parlamentar terá prazo legal para apresentar sua defesa.
Carta rogatória para Paulo Figueiredo
No caso de Paulo Figueiredo, comentarista político e neto do ex-presidente João Figueiredo, Moraes autorizou o envio de carta rogatória. Esse instrumento é utilizado para notificações judiciais a cidadãos que residem fora do país e depende da cooperação das autoridades do local de domicílio do destinatário.
A medida busca assegurar a continuidade da tramitação processual sem risco de prescrição ou de paralisação das investigações. Figueiredo é alvo de apurações no mesmo inquérito que investiga a chamada “milícia digital” e a difusão de ataques ao sistema eleitoral e às instituições brasileiras.
Contexto e repercussão
As determinações se somam a uma série de medidas já adotadas pelo STF em processos que envolvem aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes, relator do inquérito, tem reiterado que o Supremo não permitirá manobras para impedir a citação formal dos investigados.
A decisão deve intensificar as tensões políticas, em um momento em que o Congresso discute propostas de regulação das redes sociais e mecanismos de combate à desinformação. Para a Corte, a efetividade das notificações é essencial para garantir que os investigados tenham direito à defesa e que o andamento processual não seja comprometido.
Próximos passos
Com as medidas, Eduardo Bolsonaro deverá responder após a publicação do edital, enquanto o trâmite internacional será iniciado para a citação de Paulo Figueiredo. A expectativa é que, uma vez notificados, ambos apresentem defesa dentro dos prazos estabelecidos, permitindo ao Supremo avançar na análise das responsabilidades individuais.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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