
Moraes determina que Batalhão da PM detalhe rotina de Bolsonaro na prisão
Antonio Augusto/STF
Resumo
Determinação do ministro Alexandre de Moraes exige que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal envie, em cinco dias, relatório completo sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente custodiado na Papuda, para monitoramento do cumprimento da pena.
Especificação do despacho inclui detalhamento das atividades de Bolsonaro desde sua transferência, como visitas de advogados, parentes e amigos, consultas e exames médicos, sessões de fisioterapia, atividades físicas e laborais, além de registros de leituras e outras ocorrências.
Histórico do ex-presidente aponta transferência para a Papuda em 15 de janeiro de 2026, após condenação a 27 anos e 3 meses de prisão; próximos passos envolvem análise do relatório por Moraes, comunicação à defesa e à Procuradoria-Geral da República, sem manifestação da defesa até o momento.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta sexta-feira (23) que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal apresente, em um prazo de cinco dias, um relatório completo sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele está custodiado em uma Sala de Estado Maior na unidade, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão visa monitorar o cumprimento da pena do ex-mandatário.
No despacho, Moraes especifica que o documento deve listar todas as atividades de Bolsonaro desde a sua transferência para o batalhão. A unidade prisional precisará informar as datas e horários de visitas de advogados, parentes e amigos. O relatório também deve incluir detalhes sobre consultas e exames médicos, sessões de fisioterapia, atividades físicas e laborais, além de informações sobre leituras e outras ocorrências.
Histórico de Bolsonaro
Bolsonaro foi transferido para a Papuda no dia 15 de janeiro de 2026, após uma decisão anterior de Moraes. Antes, ele estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, também na capital federal. A medida foi tomada no âmbito da execução da pena do ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado. Para entender os detalhes da condenação, acesse a cobertura completa da BandNews FM.
Próximos passos
Após o recebimento do relatório, o ministro Alexandre de Moraes, relator da Execução Penal, analisará os documentos para fiscalizar as condições do cumprimento da pena. Os advogados de defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República (PGR) também serão informados sobre o conteúdo do relatório. A defesa de Bolsonaro ainda não se manifestou sobre a nova decisão do ministro do STF.
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