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Moraes diz que ministros são 'demonizados' por dar palestras

Declaração ocorre em meio a debates sobre um código de ética para o STF

Da redação
DA REDAÇÃO

05/02/2026 • 09:30 • Atualizado em 05/02/2026 • 09:30

Moraes julgamento

Moraes julgamento

Antonio Augusto/STF

Resumo

Declaração do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, defende o direito de magistrados de dar aulas e palestras, criticando a "demonização" dessas atividades e ressaltando que a magistratura já sofre muitas restrições.

Argumentação do ministro destaca que a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) regulam adequadamente a conduta dos juízes, enquanto outras carreiras públicas permitem atividades extras com mais liberdade.

Discussão sobre código de conduta para o STF ocorre em meio a debates internos, proposta do presidente Edson Fachin e notícias envolvendo familiares do ministro Dias Toffoli, enquanto regras atuais autorizam juízes a receberem por palestras e serem acionistas, mas proíbem administração de empresas.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, defendeu, durante uma sessão do STF nesta quarta-feira (4), o direito de magistrados de dar aulas e palestras, afirmando que a atividade vem sendo "demonizada".

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Segundo o ministro, a magistratura é a carreira pública com mais restrições e as críticas sobre as atividades extras são, por vezes, de "má-fé".

Ainda de acordo com Moraes, a Constituição Federal e a Lei Orgânica da Magistratura (Loman) já são suficientes para regular a conduta dos juízes.

"O magistrado não pode fazer mais nada na vida, só o magistério. Passaram a demonizar palestras dadas por magistrados", disse o magistrado, durante o julgamento de uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que estabelece regras para o uso de redes sociais para membros do Poder Judiciário.

"Todas as carreiras podem ser sócio-comerciais, inclusive atuando, podem exercer em outros horários, em outra atividade. O magistrado não", completou.

Contexto da discussão

A fala de Moraes ocorre em um momento de intensos debates sobre a criação de um código de conduta para o STF, uma proposta defendida pelo presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, mas que encontra resistências internas.

O tema ganhou força após a divulgação de notícias sobre as relações de familiares do ministro Dias Toffoli com o caso do Banco Master.

As regras atuais permitem que juízes recebam remuneração por palestras e sejam acionistas, mas não administrem empresas.

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