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Moraes encerra depoimentos de testemunhas na trama golpista e marca interrogatório de Bolsonaro

Ex-presidente vai prestar esclarecimentos presencialmente ao STF na próxima segunda-feira (9)

Da Redação
DA REDAÇÃO

02/06/2025 • 20:06 • Atualizado em 02/06/2025 • 20:06

Jair Bolsonaro com a camisa da seleção brasileira nas eleições de 2021

Jair Bolsonaro com a camisa da seleção brasileira nas eleições de 2021

Victor Chagas/PL

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encerrou nesta segunda-feira (2) a fase de depoimentos das testemunhas de acusação e defesa dos oito réus do denominado ‘núcleo 1’ da trama golpista, após escutar o senador Rogério Marinho (PL).

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O parlamentar foi um dos indicados como testemunha pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e de Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa, que são réus por tentativa de golpe.

Durante seu depoimento, Marinho negou que tenha conhecimento de algum fato que ligue os acusados aos crimes cometidos em 2022.

“Eu vi o presidente preocupado de que não houvesse bloqueio de radicais, impedimento de ir e vir, para que não fosse colocado sobre ele a pecha de atrapalhar a economia e a mudança no país”, afirmou o senador.

O ex-mandatário, junto com mais 7 pessoas, serão interrogados presencialmente na próxima segunda-feira (9) pelos magistrados da 1º turma da Suprema Corte, com exceção de Braga Netto, que está preso preventivamente e será ouvido por videoconferência.

Os réus serão ouvidos nesta ordem:

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que firmou um acordo de delação premiada no inquérito;

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;

Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, que vai depor por videoconferência, por estar preso preventivamente

Os depoimentos começaram no dia 19 de maio. Ao todo, 52 testemunhas foram convocadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para serem ouvidas pelo STF.