
Ministro Alexandre de Moraes, do STF, e governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, se reúnem nesta segunda (03)
Philippe Lima/Governo do Rio de Janeiro
Resumo
Reunião no CICC - O ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, discutiram no Centro Integrado de Comando e Controle os impactos da operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes, incluindo quatro policiais.
Presenças e objetivos - Participaram do encontro figuras chave da segurança pública estadual, incluindo secretários e o procurador-geral do estado, para verificar possíveis descumprimentos das diretrizes do STF sobre operações em favelas.
Medidas pós-operação - Após a megaoperação, o ministro Moraes exigiu a preservação de provas e vestígios de crime, enquanto a Polícia Civil já realizou necropsias e liberou corpos, com 115 nomes de suspeitos divulgados até o momento.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se reuniu no fim da manhã desta segunda feira (3) com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), no Centro integrado de Comando e Controle (CICC), espaço de integração das forças de segurança pública na região central da capital fluminense.
Na ocasião, eles debateram os impactos da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que ocorreu na última terça-feira (28) e deixou 121 mortos, dentre eles quatro policiais. Estiverem presentes também no encontro representantes das forças de segurança do Rio de Janeiro. São eles: o secretário de Segurança Pública, Victor Santos, o secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes, o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi, o procurador-geral do estado, Renan Miguel Saad, além do diretor da Superintendência Geral de Política Técnica Cientifica, Waldyr Ramos.
Moraes é relator da APDF das Favelas – processo a partir do qual o Supremo fixou condições para operações policiais em favelas do Rio de Janeiro. O objetivo por trás da reunião era entender se havia indícios de descumprimento das diretrizes estabelecidas pela decisão.
No último domingo (2), Moraes determinou que o governo do Rio de Janeiro preservasse todos os vestígios de crime e da produção de provas periciais, como laudo de local de crime e exames de necropsia. O pedido foi apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU).
A Polícia Civil afirma já ter feito a necropsia e liberado os corpos das 117 pessoas mortas durante a operação suspeitas de terem ligação com o crime organizado. Destas, 115 tiveram os nomes divulgados até agora.
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