
Juca de Oliveira
Reprodução/TV Globo
Resumo
Morte do ator, autor e diretor Juca de Oliveira ocorreu na madrugada de sábado (21), aos 91 anos, após internação na UTI cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por complicações de pneumonia e condição cardiológica.
Carreira de mais de 60 anos inclui participação em dezenas de novelas e mais de 60 peças, criação de onze textos teatrais, personagens marcantes na televisão, prêmios importantes como Molière e APCA, além de atuação como membro da Academia Paulista de Letras.
Atuação política durante a ditadura militar levou ao exílio na Bolívia, militância no Teatro de Arena, condução do quadro "Devaneios" na rádio BandNews FM e reconhecimento público pelas manifestações de carinho recebidas pela família.
O ator, autor, diretor e ex-colunista da BandNews FM Juca de Oliveira morreu na madrugada deste sábado (21), aos 91 anos. Ele estava internado desde o dia 13 de março na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A causa da morte foi a decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.
Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas brasileiras, Juca de Oliveira completou 91 anos na última segunda-feira (16), já durante a internação. O estado de saúde dele era considerado delicado nos últimos dias.
Na BandNews FM, Juca comandou a coluna Devaneios, dando voz a textos marcantes da literatura brasileira.
Trajetória de Sucesso
Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, José Juca de Oliveira Santos iniciou a trajetória artística após abandonar a faculdade de Direito para ingressar na Escola de Arte Dramática (EAD) em 1958.
A estreia no teatro profissional ocorreu em 1961, no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).
Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Juca participou de dezenas de novelas e mais de 60 peças teatrais.
Na televisão, eternizou personagens icônicos como João Gibão em "Saramandaia" (1976), o cientista Dr. Albieri em "O Clone" (2001) e o vilão Santiago em "Avenida Brasil" (2012).
A fama começou ainda na TV Tupi, com a novela "Nino, o Italianinho" (1969).
Como autor, escreveu onze peças, muitas delas com grande sucesso de público, como "Meno Male", "Hotel Paradiso" e "Caixa Dois".
Também foi membro da Academia Paulista de Letras e recebeu prêmios importantes como Molière, APCA e um troféu no Festival de Gramado.
Luta Política e Saúde
Durante a ditadura militar, Juca de Oliveira, então filiado ao Partido Comunista, militou no Teatro de Arena ao lado de nomes como Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri.
A perseguição política o levou a se exilar na Bolívia.
A família do ator agradeceu, em nota, as manifestações de carinho e solidariedade recebidas.


