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Mulher morre após procedimento estético e polícia investiga clínica no Rio de Janeiro

Vítima de 28 anos morreu na segunda-feira (8) em Campo Grande, na zona oeste do Rio; laudo preliminar do IML contradiz versão de médico, e polícia pode pedir a prisão dos envolvidos

Da redação
DA REDAÇÃO

09/09/2025 • 17:28 • Atualizado em 09/09/2025 • 17:28

Marilha Menezes, de 28 anos, morre após procedimento estético no Rio

Marilha Menezes, de 28 anos, morre após procedimento estético no Rio

Reprodução/Instagram

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de Marilha Menezes, de 28 anos, ocorrida após um procedimento estético na Clínica Amacor, em Campo Grande, na zona oeste da cidade. O caso, apurado pela Delegacia do Consumidor (Decon), levou a uma fiscalização no local nesta terça-feira (9), onde foram encontradas irregularidades.

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Marilha realizou o procedimento na segunda-feira (8), com o médico José Emílio de Brito, a um custo estimado entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. Ela entrou no centro cirúrgico por volta das 13h, mas sua morte foi confirmada no local por uma equipe do SAMU, que precisou ser acionada pela própria clínica.

Laudo do IML contradiz médico

Durante a fiscalização realizada pela Decon e pela Vigilância Sanitária, os agentes encontraram materiais com a data de validade vencida, incluindo ampolas e soluções injetáveis de glicose usadas em procedimentos. Por conta das irregularidades, o centro cirúrgico da clínica corre o risco de ser interditado nas próximas horas.

A investigação aponta para uma divergência crucial sobre a causa da morte. Em um laudo assinado na noite de segunda-feira, o médico José Emílio de Brito afirmou que Marilha teria sofrido uma parada cardiorrespiratória após broncoaspirar.

No entanto, um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML) de Campo Grande, divulgado à família, indica que a morte pode ter sido causada por uma "ação perfuro-cortante contundente".

Representantes da clínica e o médico responsável devem ser ouvidos ainda hoje na Cidade da Polícia. A Polícia Civil avalia a possibilidade de pedir a prisão preventiva não apenas do médico, mas também de outros membros da equipe envolvida no procedimento.

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