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Nobel de Química premia cientistas por criação de materiais ultraporosos que capturam gases

Japonês, britânico e jordaniano dividem prêmio por desenvolver estruturas metal-orgânicas com potencial ambiental e energético

Por Redação
REDAÇÃO

08/10/2025 • 16:46 • Atualizado em 08/10/2025 • 16:46

Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi foram os laureados do Nobel de Química

Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi foram os laureados do Nobel de Química

TT News Agency/Fredrik Sandberg via REUTERS

Resumo

Concessão do Prêmio Nobel de Química de 2025 ocorreu para três cientistas de diferentes nacionalidades por suas pesquisas com estruturas metal-orgânicas, destacando seu impacto em áreas como captura de gases, purificação de água e energia limpa.

Valor do prêmio é de 11 milhões de coroas suecas, equivalente a aproximadamente R$ 6,2 milhões, a ser dividido igualmente entre os laureados.

Potencial das estruturas MOF inclui aplicações em captura de dióxido de carbono, armazenamento de hidrogênio e melhoria na eficiência energética, representando um avanço significativo para soluções sustentáveis e neutralidade de carbono.

O Prêmio Nobel de Química de 2025 foi concedido nesta quarta-feira (8) a três cientistas — um japonês, um britânico e um jordaniano — pelo desenvolvimento das chamadas estruturas metal-orgânicas, conhecidas como MOFs (Metal-Organic Frameworks). O anúncio foi feito pela Academia Real das Ciências da Suécia, que destacou o caráter inovador da descoberta, com aplicações diretas na captura e armazenamento de gases, purificação de água e produção de energia limpa.

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Os vencedores vão dividir igualmente o prêmio, que totaliza 11 milhões de coroas suecas, o equivalente a cerca de R$ 6,2 milhões.

A revolução das estruturas metal-orgânicas

As estruturas MOF são materiais ultraporosos, formados por íons metálicos ligados a compostos orgânicos. Essa combinação cria uma espécie de “esponja atômica”, capaz de armazenar, separar e filtrar moléculas em escala nanométrica.

Na prática, essa tecnologia permite capturar dióxido de carbono (CO₂), armazenar hidrogênio — combustível considerado limpo — e reduzir emissões de gases de efeito estufa em indústrias e usinas. Também tem potencial para melhorar a eficiência energética e purificar a água em regiões afetadas pela poluição.

Segundo a Academia, o trabalho premiado “abre caminho para soluções químicas sustentáveis” e pode representar uma mudança estrutural na forma como o mundo lida com energia e meio ambiente.

Quatro décadas de pesquisa

A pesquisa começou ainda nos anos 1980, mas levou mais de 40 anos para atingir maturidade e demonstrar resultados práticos em escala industrial. “É um exemplo claro de como a ciência exige tempo, paciência e persistência”, afirmou um porta-voz da Academia durante o anúncio.

Os laureados foram descritos como pioneiros na criação de materiais com arquitetura molecular precisa, capazes de realizar tarefas até então consideradas impossíveis em laboratório.

A descoberta, que uniu química, física e engenharia de materiais, deve ter papel crucial nos próximos anos em projetos voltados à transição energética global e à neutralidade de carbono — temas prioritários na agenda científica e ambiental internacional.

Próximos prêmios Nobel

Nesta quinta-feira (9), será conhecido o vencedor do prêmio Nobel de Literatura. Na sexta (10), será anunciado o prêmio Nobel da Paz, que vem sendo cobiçado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na segunda-feira (13), será divulgado o vencedor do último prêmio Nobel do ano, o de Economia.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.