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Novo ministro da Justiça: combate ao crime será 'ação de Estado'

Wellington César anuncia que Lula determinou atuação conjunta de Receita, PF, MP e Judiciário para enfrentar as facções criminosas no país

Por Redação
REDAÇÃO

16/01/2026 • 13:47 • Atualizado em 16/01/2026 • 13:47

Wellington César Lima e Silva

Wellington César Lima e Silva

Valter Campanato/Agência Brasil

Resumo

Nomeação de Wellington César Lima e Silva para o Ministério da Justiça e Segurança Pública visa elevar o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, seguindo determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com atuação conjunta de Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário para resposta mais coordenada às facções criminosas.

Definição de estratégia integrada ocorreu em reunião com Lula e autoridades dos Três Poderes, incluindo Alexandre de Moraes e Paulo Gonet, para alinhar ações de investigação e inteligência, reconhecendo que medidas isoladas não são suficientes para desarticular grupos criminosos com estrutura complexa e alto poder financeiro.

Nova política de segurança pública terá foco na asfixia financeira das quadrilhas e na punição das lideranças, por meio de articulação permanente entre órgãos de controle, com Wellington César mantendo a estrutura do ministério e priorizando integração para efetivar a determinação presidencial.

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o combate ao crime organizado no Brasil será elevado ao status de "ação de Estado". A decisão, segundo ele, partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prevê uma atuação conjunta e articulada entre órgãos como a Receita Federal, a Polícia Federal, o Ministério Público e o Poder Judiciário. O objetivo é dar uma resposta mais dura e coordenada à complexidade das facções criminosas que atuam no país.

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Atuação Integrada

Em sua primeira declaração após tomar posse, Wellington César ressaltou que a gravidade do problema exige uma nova abordagem. A estratégia foi definida em uma reunião convocada por Lula que contou com a presença de autoridades dos Três Poderes, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. A ideia é que ações de investigação e inteligência sejam alinhadas para garantir maior eficácia.

Conforme explicou o ministro, a nova diretriz reconhece que medidas isoladas são insuficientes para desarticular grupos com alto poder financeiro e estrutura complexa.

"Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos esses atores, de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado. De maneira que a relevância que o crime organizado assumiu nesse momento impõe, na percepção do presidente e de todos esses atores, a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado."

Próximos Passos

A nova política de segurança pública focará na asfixia financeira das quadrilhas, mirando no patrimônio e nas lideranças dos grupos criminosos. A articulação entre os órgãos de controle será permanente, buscando superar os limites de atuação de cada instituição e garantir que as investigações resultem em punições efetivas.

Wellington César Lima e Silva, que substitui Ricardo Lewandowski, já havia chefiado a pasta brevemente em 2016 e era o advogado-geral da Petrobras. Sua gestão deve manter a estrutura atual do ministério, mas com foco renovado na integração para cumprir a nova determinação presidencial.