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Novo relator do caso Master, André Mendonça convoca reunião com delegados

Ministro se encontra com investigadores nesta sexta (13) para se atualizar sobre o inquérito que apura fraudes bilionárias; definição sobre o foro é a pauta central

Afonso Marangoni
AFONSO MARANGONI

13/02/2026 • 13:45 • Atualizado em 13/02/2026 • 13:45

Novo relator do caso Master, André Mendonça convoca reunião com delegados

Novo relator do caso Master, André Mendonça convoca reunião com delegados

Nelson Jr./SCO/STF

Resumo

A convocação de reunião pelo ministro André Mendonça, novo relator do inquérito do Banco Master no STF, marca esforço para acompanhar investigação de rombo estimado em mais de R$ 40 bilhões, após saída de Dias Toffoli.

A oficialização da troca de relatoria ocorreu após menções ao nome de Toffoli em mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, principal controlador do Banco Master, levando ministros do STF a manifestarem apoio e validarem atos já praticados no processo.

A definição do foro do processo, análise dos indícios e continuidade da Operação Compliance Zero são desafios para Mendonça, que investiga crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa e emissão de créditos fictícios envolvendo Daniel Vorcaro, familiares e ex-diretores do banco.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), convocou uma reunião para esta sexta-feira (13) com os delegados responsáveis pelo inquérito do Banco Master. Sorteado como novo relator do caso na quinta-feira (12), Mendonça busca se aprofundar no andamento das investigações que apuram um rombo estimado em mais de R$ 40 bilhões. A troca na relatoria ocorre após a saída do ministro Dias Toffoli.

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Troca de relatoria no STF

A mudança na condução do inquérito foi oficializada depois que o ministro Dias Toffoli, pressionado, solicitou a saída dele do caso após a Polícia Federal (PF) encontrar menções a seu nome em mensagens no celular de Daniel Vorcaro, banqueiro e principal controlador do Banco Master.

Em nota, os ministros da Corte expressaram apoio a Toffoli, afirmando não haver motivos para suspeição e validando os atos já praticados por ele no processo.

Na quinta (12), os ministros do STF se reuniram para discutir se Dias Toffoli deveria ser declarado suspeito de continuar a frente da investigação. Eles reconheceram a plena validade dos atos praticados pelo ministro e entenderam não ser o caso de declarar suspeição. Na mesma reunião, Toffoli decidiu abrir mão da relatoria.

O futuro da investigação

Um dos principais desafios para o ministro André Mendonça será definir o foro do processo, ou seja, se as apurações continuarão no Supremo ou serão remetidas à primeira instância. A investigação chegou à Corte máxima do país devido à menção de autoridades com foro privilegiado, como o deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA).

Caberá a Mendonça analisar os indícios e decidir sobre a competência para julgar o caso.

A investigação, conhecida como Operação Compliance Zero, apura crimes como gestão fraudulenta, organização criminosa e a emissão de créditos fictícios. Além de Daniel Vorcaro, são investigados familiares do banqueiro e ex-diretores da instituição financeira.

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