
Faixa de Gaza
Amir Cohen/Reuters
Os ataques israelenses na Faixa de Gaza foram retomados após o fim da primeira fase do cessar-fogo, deixando pelo menos dois mortos em Rafah e três feridos em Khan Younis, no sul do enclave. Além dos bombardeios, a população palestina sofre com um bloqueio imposto por Israel à entrada de ajuda humanitária.
O cessar-fogo foi encerrado no último fim de semana, e as partes envolvidas mantêm posições divergentes. O Hamas exige o início imediato da segunda fase do acordo, que prevê a retirada permanente das forças israelenses e o fim da guerra. Já o governo Benjamin Netanhayu busca adiar a nova etapa até abril e propõe a libertação de mais reféns mantidos pelo Hamas em troca de prisioneiros palestinos, sem esclarecer sua posição sobre o futuro de Gaza ou sua reconstrução.
O bloqueio à entrada de suprimentos, incluindo alimentos e combustível, compromete a sobrevivência de mais de 2,3 milhões de habitantes, muitos deles deslocados pelo conflito. Caminhões com suprimentos estão retidos no Egito, enquanto os moradores de Gaza enfrentam desabastecimento e preços exorbitantes.
O Exército israelense justificou as mortes e feridos, afirmando que uma das ações ocorreu após forças dispararem contra uma lancha na costa de Khan Younis, que teria sido identificada como uma ameaça. Em outro caso, dois suspeitos teriam se aproximado das tropas, sendo alvejados sob alegação de "eliminação de ameaças".
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