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O estado de São Paulo entra em alerta para temporais

O aviso da Defesa Civil vale para toda a região a partir desta terça-feira (13)

Julia Castello
JULIA CASTELLO

13/01/2026 • 15:01 • Atualizado em 13/01/2026 • 15:01

Defesa Civil monitora os pontos da cidade

Defesa Civil monitora os pontos da cidade

Divulgação

Resumo

O aumento de calor e umidade provoca formação de nuvens carregadas em São Paulo, elevando o risco de alagamentos e enchentes, com a Defesa Civil emitindo 337 alertas somente nos primeiros dez dias do ano.

O monitoramento das chuvas é realizado por profissionais como o meteorologista Willian Minhoto, que utiliza radares e mapas do Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo para analisar a intensidade das tempestades e definir o envio de alertas à população.

O processo de alerta envolve o envio de mensagens por SMS em casos de risco menor e pelo sistema Cell Broadcast em situações severas ou extremas, com autorização do tenente Ramatuel, sendo que a rapidez no envio é fundamental para proteger vidas, como destaca o porta-voz tenente Maxwell Souza.

A combinação de calor e umidade estimulam nuvens carregadas em todas as regiões paulistas com risco para alagamentos e enchentes a partir desta terça-feira. Somente nos primeiros dez dias deste ano, a Defesa Civil de São Paulo enviou 337 alertas de risco em todo o estado para alagamentos e outras situações climáticas preocupantes.

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Durante uma tarde de temporal na capital paulista, a reportagem da BandNews FM acompanhou de perto a rotina dos profissionais responsáveis por monitorar chuvas e ventos fortes, alertar a população e, muitas vezes, salvar vidas.

Antes de os avisos chegarem aos celulares, o meteorologista Willian Minhoto analisa dados, índices e mapas exibidos em uma grande tela. “A gente tem um radar, principalmente aqui na faixa leste de São Paulo, localizado em Biritiba-Mirim, que é o radar do Sistema de Alerta a Inundações de São Paulo, SAISP. Ele varre toda a região leste e, conforme a intensidade da chuva, a gente define se vai enviar o alerta e qual tipo de alerta será disparado. Quanto mais rosa ou roxo aparecer no radar, maior é a intensidade da chuva”, explica

Quando o risco é menor, os alertas, criados em 2017, são enviados por SMS, desde que o usuário esteja cadastrado. Já nos casos classificados como severos ou extremos, o tenente Ramatuel, superior de Willian, precisa autorizar o envio por meio da tecnologia Cell Broadcast. Lançado no Natal de 2024, esse sistema não exige cadastro prévio dos moradores.

De acordo com o tenente Ramatuel, o ideal é que o alerta seja enviado pelo menos dez minutos antes do início da chuva forte. Ele explica que se trata de uma corrida contra o tempo, especialmente nesta época do ano.

“No verão, as tempestades se formam do nada, de forma rápida e volumosa. Assim que elas se formam, a gente já envia o alerta para aquela região. A partir daí, começamos a analisar para onde o sistema está se deslocando. O Will acompanha e avisa: ‘vai chegar a tal município com a mesma força’. Então, a gente já manda o alerta para lá também”, relata.

Apenas nos primeiros dez dias deste ano, 32 dos 337 alertas enviados foram classificados como severos ou extremos. Em todo o ano passado, a Defesa Civil disparou mais de 7 mil alertas. Enquanto a tempestade avança do lado de fora, dezenas de profissionais dentro da sala de gerenciamento correm contra o tempo para alertar a população e tentar salvar vidas, como destaca o porta-voz da Defesa Civil, tenente Maxwell Souza. “É um trabalho integrado, com atenção total, porque envolve vidas. E sabemos que nossos alertas salvam vidas”, afirma.

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