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ONU confirma reimposição de sanções ao Irã após derrota de proposta para adiar decisão

Conselho de Segurança rejeita, nesta sexta (26), proposta de Rússia e China e confirma retorno de medidas suspensas desde 2015; sanções passam a valer no sábado à noite, no horário de Nova York

Da Redação
DA REDAÇÃO

26/09/2025 • 19:14 • Atualizado em 26/09/2025 • 19:14

Irã põe em órbita três satélites simultaneamente pela 1ª vez

Irã põe em órbita três satélites simultaneamente pela 1ª vez

REUTERS/Akhtar Soomro

O Conselho de Segurança da ONU confirmou, nesta sexta-feira (26), a reimposição das sanções ao Irã relacionadas ao programa nuclear, ao rejeitar uma proposta de Rússia e China que buscava adiar por seis meses o chamado mecanismo de “snapback”. As medidas voltam a vigorar às 22H de sábado (horário de Brasília), após iniciativa do grupo europeu (Reino Unido, França e Alemanha) que acusou Teerã de violar o acordo de 2015.

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Desenvolvimento

A votação desta sexta-feira encerrou a última tentativa de adiar o retorno automático das sanções previsto na Resolução 2231, que incorporou o acordo nuclear (JCPOA) ao sistema da ONU. A proposta apresentada por Moscou e Pequim não obteve os nove votos necessários e encontrou oposição direta dos países europeus e dos Estados Unidos.

Diante da perspectiva de reimposição das sanções, Teerã avisou que poderá suspender um acordo recente de inspeções com a Agência Internacional de Energia Atómica ou Atômica (AIEA), firmado para retomada de cooperação técnica após ataques a instalações nucleares iranianas no meio do ano. O chanceler Abbas Araqchi afirmou que qualquer “ação hostil”, incluindo o “snapback”, levaria à revisão do entendimento.

Em paralelo, Israel intensificou a pressão diplomática. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu que a ONU impeça a “reconstrução” da capacidade nuclear e militar iraniana e destacou a necessidade de eliminar estoques de urânio enriquecido acumulados por Teerã. O apelo ocorreu na véspera da entrada em vigor das sanções reimpostas.

O que muda com o “snapback” de sanções

Com a volta das sanções da ONU, devem ser restabelecidas restrições a atividades relacionadas a mísseis, comércio de armas, componentes sensíveis ao ciclo do urânio, além de congelamento de bens e proibições de viagem a indivíduos e entidades ligadas ao programa nuclear e a forças militares iranianas. Essas medidas haviam sido suspensas em 2015 com a assinatura do JCPOA, mas o acordo vem se desestruturando desde a saída dos EUA em 2018 e dos avanços iranianos no enriquecimento de urânio.

Diplomaticamente, europeus sinalizaram, nos últimos dias, que aceitariam discutir um adiamento do retorno das sanções se o Irã retomasse cooperação ampla com a AIEA, reabrisse inspeções sem restrições e engajasse em diálogo direto com Washington. No entanto, não houve consenso e a proposta russa e chinesa, colocada em votação nesta sexta, foi rejeitada pelo Conselho.

AIEA e violações do acordo nuclear

Relatórios recentes da AIEA indicaram crescimento do estoque de urânio altamente enriquecido no Irã, perda de “continuidade de conhecimento” sobre equipamentos críticos e anúncios iranianos de novas capacidades de enriquecimento — fatores que alimentaram a decisão europeia de acionar o “snapback”. O órgão também relatou dificuldades de verificação após a suspensão de algumas medidas de monitoramento por parte de Teerã.

Repercussão e próximos passos

Com a confirmação do retorno das sanções pela ONU nesta sexta-feira, a vigência das medidas a partir de sábado marcará um novo capítulo na disputa internacional em torno do programa nuclear iraniano e da capacidade de verificação da AIEA, com impacto direto sobre o ritmo de futuras negociações.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

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