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Orengo: CPI do INSS vai até Mendonça para tentar obrigar a ida de depoentes

Decisão do ministro André Mendonça que tornou facultativo o comparecimento de investigados fragiliza comissão que apura fraudes do Banco Master e amplia atritos entre Congresso e Judiciário

Por Redação
REDAÇÃO

11/03/2026 • 10:49 • Atualizado em 11/03/2026 • 10:49

Rodrigo Orengo

Nesta quarta‑feira (11), a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que ouviria o ex‑sócio de Daniel Vorcaro, acusado de envolvimento em supostas fraudes no Banco Master, foi cancelada depois que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um habeas corpus, transformando o depoimento em facultativo. A decisão provocou frustração no Congresso, que viu repetidas liminares judiciais dificultarem a convocação de testemunhas e investigados.

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A CPMI, criada para investigar irregularidades em empréstimos consignados e supostas fraudes que teriam prejudicado milhões de beneficiários do INSS, tem enfrentado série de obstáculos jurídicos. O colunista da BandNews FM Rodrigo Orengo afirmou que a decisão de André Mendonça “fragiliza a CPI” e gera irritação no Congresso, já que vários convocados têm conseguido habeas corpus e evitado responder às perguntas dos parlamentares. Ele ressaltou que a comissão tem “poder de polícia” e que a proliferação de decisões judiciais têm reduzido a efetividade desses instrumentos.

A empresária Leila Pereira, presidente da Crefisa e também convocada, faltou à primeira oitiva, alegando compromissos profissionais. A CPMI também busca acesso a mais materiais do caso Banco Master, além de tentar liberar sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

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