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Motoboy intoxicado por metanol após baile funk recebe alta após 45 dias internado em São Paulo

Wesley Pereira, de 31 anos, sobreviveu a AVC e insuficiência renal após suspeita de ingestão de bebida adulterada; exame toxicológico ainda não foi concluído

Por Redação
REDAÇÃO

09/10/2025 • 16:19 • Atualizado em 09/10/2025 • 16:19

Paciente intoxicado por metanol recebe alta após 45 dias em SP

Paciente intoxicado por metanol recebe alta após 45 dias em SP

Pexels

Resumo

Intoxicação por metanol: Wesley Pereira, de 31 anos, foi um dos primeiros pacientes suspeitos de intoxicação por metanol no Brasil, internado por 45 dias após consumir uísque em um baile funk em São Paulo. Ele chegou ao hospital com sintomas graves, como náuseas e dores abdominais.

Recuperação e sequelas: Após um quadro de insuficiência renal e um AVC, Wesley recebeu alta com visão quase totalmente perdida e sequelas na fala e movimentos das pernas. Sua recuperação foi considerada extraordinária pelos médicos.

Investigação e tratamento: O exame toxicológico que pode confirmar a intoxicação por metanol ainda não foi concluído. Enquanto isso, um novo lote de Fomepizol, antídoto para intoxicação por metanol, foi recebido pelo Brasil, visando tratar casos suspeitos principalmente em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Um dos primeiros pacientes com suspeita de intoxicação por metanol no surto registrado no Brasil recebeu alta hospitalar após 45 dias internado. Wesley Pereira, de 31 anos, passou mal depois de beber dois copos de uísque em um baile funk na zona sul de São Paulo. O motoboy chegou ao hospital em estado grave, com náuseas, vômitos e fortes dores abdominais.

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Durante a internação, Wesley desenvolveu um quadro de insuficiência renal e, posteriormente, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Segundo o boletim médico, ele tinha apenas 1% de chance de sobreviver.

Alta hospitalar e sequelas

Na quarta-feira (8), o paciente recebeu alta com a ajuda da irmã, Shelly Pereira, que se emocionou ao acompanhar a saída do hospital. “Foi um milagre sair vivo. Eu enxergava bem, trabalhava de moto. É difícil”, disse Wesley, emocionado.

O motoboy perdeu quase 100% da visão e ficou com sequelas na fala e nos movimentos das pernas em razão do AVC. Os médicos classificaram a recuperação como extraordinária, dada a gravidade do quadro inicial.

Exame toxicológico ainda sem resultado

Apesar de o tratamento seguir o protocolo de intoxicação por metanol, o exame toxicológico que confirmará a presença da substância ainda não foi concluído. O teste é feito em amostras sanguíneas, que passam por um processo de separação molecular em máquinas de alta precisão, operadas por profissionais especializados.

De acordo com especialistas, a coleta de sangue deve ser feita o mais rápido possível após o surgimento dos sintomas, para que o resultado tenha maior confiabilidade. A Secretaria de Saúde de São Paulo ainda não se manifestou sobre a demora na divulgação do laudo do exame de Wesley.

Novo lote de antídoto chega ao país

Nesta quinta-feira (9), o Brasil recebeu um lote com 2.500 unidades de Fomepizol, antídoto utilizado no tratamento contra intoxicações por metanol. O medicamento é distribuído pelo Ministério da Saúde aos estados que registram casos suspeitos, em especial São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, que concentram a maior parte das notificações.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.