PCC é classificado como máfia pelo MP de São Paulo
Grupo é apontado pelo Ministério Público como organização com estrutura empresarial, hierarquia rígida e métodos violentos

O Primeiro Comando da Capital (PCC) deixou de ser considerado apenas uma facção criminosa e passou a ser classificado como máfia — a primeira do Brasil. A avaliação é do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, que analisou a evolução da organização fundada em 1993.
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Segundo a apuração divulgada pelo repórter Josmar Jozino, do portal UOL, a ascensão do PCC redefine o equilíbrio entre as maiores organizações criminosas do país. Embora tenha alcançado o status de máfia, a facção carioca Comando Vermelho é apontada pelo Gaeco como a maior em atuação nacional.
Estrutura piramidal e comando central
Criado no Casa de Custódia de Tremembé, no interior paulista, o PCC atua em várias frentes, aproveitando-se, segundo o Ministério Público, da ausência do Estado em determinadas áreas. A facção tem uma estrutura hierárquica piramidal, com funções distribuídas em diferentes níveis de comando.
O núcleo central é liderado por Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, o principal dirigente do grupo. Sob sua orientação, o PCC consolidou presença em atividades ilícitas como tráfico internacional de drogas, roubos a bancos, sequestros e golpes cibernéticos.
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Planejamento empresarial e expansão ilícita
De acordo com o Gaeco, o PCC adotou características próprias de uma máfia, incluindo planejamento estratégico de modelo empresarial. A facção criou células específicas para cada função, da arrecadação de recursos à logística criminal, e mantém registros financeiros detalhados, com planilhas de entrada e saída de dinheiro.
A profissionalização do grupo e a previsão de lucros demonstram que a organização atua de forma sofisticada, semelhante a máfias tradicionais da Europa e dos Estados Unidos. Essa estrutura permite ao PCC expandir suas operações e diversificar os negócios ilícitos em escala internacional.
Métodos violentos e códigos de conduta
O levantamento também aponta que o PCC mantém práticas de coerção e intimidação para consolidar sua autoridade. Entre elas estão ataques contra forças de segurança e a imposição de rígidos códigos de conduta para os integrantes.
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Aqueles que descumprem as regras internas são punidos de forma severa, reforçando o controle disciplinar da organização. Esse conjunto de características, que inclui hierarquia, poder econômico e violência organizada, embasou a decisão do Ministério Público de reconhecer o PCC como a primeira máfia brasileira.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
