Resumo
Esquema de intimidação do PCC envolve venda forçada de negócios: O Primeiro Comando da Capital (PCC) é acusado de forçar empresários a venderem seus negócios sob ameaça de morte, utilizando estes para lavagem de dinheiro.
Empresário relata coação na venda de posto de combustíveis: Um empresário, coagido a negociar seu posto falido com o PCC, enfrentou ameaças após o não pagamento acordado, permanecendo legalmente responsável pelo negócio.
Investigação revela controle do PCC sobre setores econômicos: No estado de São Paulo, o PCC controlava centenas de postos de gasolina, motéis e lojas, usando-os como fachadas para a movimentação financeira ilícita originada do tráfico de drogas.
Um esquema de intimidação comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) forçava empresários a venderem seus negócios sob ameaça de morte. Segundo denúncia exibida pelo programa Fantástico, da TV Globo, a facção usava motéis, franquias e postos de combustíveis para movimentar bilhões de reais de forma ilícita, ampliando sua atuação na economia formal.
Um dos empresários ouvidos pela reportagem relatou que decidiu vender um posto de combustíveis diante de dívidas acumuladas, mas não sabia que negociava com integrantes da facção. “Eu estava falido, devendo muito. Fizemos uma negociação em que eles assumiriam as dívidas. Mas, quando deveriam me pagar 50 mil reais, não depositaram. Quando reclamei, começaram as ameaças, dizendo que pai mata filho por dinheiro e que se mata muito fácil por causa disso”, afirmou. O posto seguia registrado em seu nome, o que o tornava responsável por todas as obrigações legais.
PCC amplia negócios e domina setores formais
De acordo com a investigação, apenas no estado de São Paulo a organização criminosa controlava 267 postos de gasolina, 60 motéis e 98 lojas de diferentes ramos. Esses empreendimentos eram usados como fachada para a lavagem de dinheiro obtido principalmente com o tráfico de drogas.
Para a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivana David, a infiltração do PCC em setores formais da economia é um reflexo direto do alto volume de recursos gerados pelo narcotráfico. “O fato de o PCC hoje já estar se movimentando na economia formal é resultado do lucro que o narcotráfico tem. Frente a um sistema econômico praticamente todo digitalizado, o crime organizado procura brechas na lei para trazer esse dinheiro ilícito para dentro da economia formal”, explicou.
Pagamentos digitais como facilitadores da lavagem
As autoridades apontam que a digitalização dos pagamentos no Brasil abriu novas frentes para o crime organizado. Operações eletrônicas e transferências instantâneas têm sido exploradas pela facção como mecanismo para disfarçar a origem ilícita dos recursos e inseri-los no circuito financeiro legal.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.

