Resumo
Acordo de cessar-fogo: O professor Leonardo Trevisan destacou um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, mediado por garantias internacionais dos EUA, Catar e Egito, o que representa uma nova fase com esperanças reais para a paz.
Plano de Paz: Um plano de 20 pontos proposto por Donald Trump inclui a formação de um gabinete de tecnocratas palestinos e um conselho de paz com supervisão internacional, visando uma estrutura política estável e duradoura para Gaza.
Viabilidade política e apoio: Trevisan mencionou a transição do Hamas para a política, a mudança no cenário político israelense com apoio ao plano de Trump por várias facções, e um roteiro político delineado para eleições em Gaza, apoiado internacionalmente, marcando um potencial novo começo para a região.
O professor de relações internacionais Leonardo Trevisan, da ESPM, afirmou em entrevista à BandNews FM que o acordo de cessar-fogo firmado entre Israel e Hamas, após dois anos de conflito na Faixa de Gaza, representa um momento político inédito e oferece “uma chance real para a paz”. Para o professor, o contexto atual difere dos anteriores justamente porque ambos os lados receberam garantias internacionais sólidas, sobretudo dos Estados Unidos, do Catar e do Egito — o que, segundo ele, nunca havia ocorrido.
“Desta vez, o Hamas deixou claro que recebeu garantias concretas. O porta-voz do grupo repetiu isso duas vezes ao anunciar o fim da guerra. E, do outro lado, Netanyahu também obteve compromissos políticos importantes. Isso muda completamente o quadro”, afirmou Trevisan, ao analisar a nova fase do plano de paz mediado pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Garantias políticas e supervisão internacional
Trevisan destacou que o acordo atual tem natureza essencialmente política, e não militar, o que o torna diferente das tentativas anteriores de cessar-fogo. Ele lembrou que, em ocasiões passadas — como nas trocas de reféns de janeiro e março do ano passado —, a retomada dos combates era quase imediata. Agora, a existência de um plano em múltiplas etapas, com a criação de um conselho de paz supervisionado internacionalmente, aponta para uma tentativa estruturada de estabilização.
De acordo com o professor, o plano de 20 pontos apresentado por Trump prevê, em sua segunda fase, a formação de um gabinete de tecnocratas palestinos — sem participação política do Hamas —, que será responsável por gerir saúde, segurança e reconstrução do território. Esse conselho, afirmou, deverá ser supervisionado diretamente por representantes norte-americanos e árabes, o que, segundo Trevisan, “reduz o risco de retrocesso”.
Transição do Hamas e novo cenário em Israel
Questionado sobre a viabilidade de um desarmamento do Hamas, Trevisan avaliou que o grupo pode estar iniciando um processo de migração do campo militar para o político, fenômeno observado em outros conflitos históricos. “Não seria a primeira vez que um movimento armado se transforma em força política. O Hamas parece caminhar nessa direção”, disse.
O professor também ressaltou mudanças significativas no cenário político israelense. Segundo ele, a oposição passou a apoiar o plano de paz proposto por Trump, o que inclui nomes como Yair Lapid (centro), Benny Gantz (conservador) e até lideranças religiosas. Essa adesão, avalia Trevisan, cria uma base de apoio inédita para a continuidade das negociações.
Eleições em Gaza e papel internacional
Outro ponto citado pelo especialista é o roteiro político para Gaza, já delineado pela Autoridade Palestina, com o apoio da Arábia Saudita e da França. O documento prevê a elaboração de uma constituição temporária e a realização de eleições no território em até um ano. “Há um trajeto político claro, assinado por vários países. Essa coordenação internacional é o que faltava nos acordos anteriores”, reforçou Trevisan.
Para o professor, a combinação entre supervisão externa, garantias multilaterais e compromissos políticos nos dois lados cria um ambiente favorável à reconstrução e à retomada da normalidade em Gaza. “Talvez, pela primeira vez em muito tempo, seja possível dar uma chance para a esperança”, concluiu.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.
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