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Perícia confirma que metanol em bebidas adulteradas foi adicionado, e não fruto de destilação

Substância tóxica teria sido usada para limpar garrafas falsificadas; três mortes já confirmadas e sete seguem sob investigação

Por Redação
REDAÇÃO

08/10/2025 • 16:53 • Atualizado em 08/10/2025 • 16:53

Metanol está sendo encontrado em bebidas destiladas em diversos locais de SP

Metanol está sendo encontrado em bebidas destiladas em diversos locais de SP

Reprodução/Pixabay

Resumo

Investigação da adulteração de bebidas revelou que a adição de metanol foi intencional, conforme laudo da Polícia Científica de São Paulo. O Instituto de Criminalística trabalha incessantemente nas análises, que indicam possível contaminação durante a limpeza de recipientes.

Intoxicação fatal por metanol causou a morte de três pessoas, incluindo Bruna Araújo em São Bernardo do Campo, e outras sete mortes estão sob investigação. O total de casos relacionados a bebidas adulteradas monitorados pelas autoridades é de 176, com 18 confirmados.

Medidas e reações oficiais incluem a interdição do Torres Bar na Mooca e investigações sobre o fornecedor das bebidas sem nota fiscal. O governador de São Paulo e órgãos como Senacon e Polícia Federal intensificaram esforços para combater a circulação de bebidas adulteradas.

A Polícia Científica de São Paulo confirmou que o metanol encontrado em bebidas adulteradas não é resultado de um processo natural de destilação, mas sim de adição intencional da substância tóxica. O laudo preliminar foi divulgado nesta quarta-feira (8) e reforça a suspeita de que as garrafas analisadas foram falsificadas.

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O Instituto de Criminalística informou que as análises têm sido realizadas em regime de 24 horas por dia e que o metanol pode ter sido utilizado, em alguns casos, para lavar ou limpar recipientes, contaminando o líquido posteriormente. A corporação ressalta que o trabalho de perícia continua para identificar a origem e o caminho das bebidas falsificadas até os estabelecimentos onde foram vendidas.

Três mortes confirmadas e novas investigações

A crise provocada pela intoxicação por metanol já fez três vítimas fatais confirmadas no estado. A mais recente é Bruna Araújo, de 30 anos, que morreu após consumir vodca contaminada em um bar de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Ela chegou a ser internada e ficou sete dias no hospital, mas não resistiu.

Outras sete mortes seguem em investigação, e o número total de casos monitorados pelas autoridades já chega a 176, sendo 18 confirmados como relacionados ao consumo de bebidas adulteradas.

Bar interditado e depoimento do dono

O Torres Bar, localizado na Mooca, zona leste de São Paulo — onde outra vítima também ingeriu bebida contaminada antes de morrer — permanece interditado por decisão da Vigilância Sanitária. O proprietário, José Rodrigues Ribeiro, afirmou em depoimento que comprava bebidas de um fornecedor conhecido, mas sem nota fiscal.

“O valor era o de mercado, nunca pagava mais barato. Ele mostrava só o boleto da distribuidora, então eu achava que não tinha problema e não pedia nota”, declarou o comerciante.

As autoridades agora investigam se o fornecedor está ligado ao grupo responsável pela adulteração e distribuição ilegal de bebidas.

Reação do governo e combate à falsificação

Diante da repercussão do caso, o governador de São Paulo publicou uma mensagem nas redes sociais pedindo desculpas às famílias das vítimas e reafirmando o compromisso do Estado em intensificar as investigações.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Polícia Federal também atuam na apuração dos crimes, com a abertura de inquéritos administrativos e policiais. A prioridade, segundo o Ministério da Justiça, é rastrear a cadeia de fornecimento das bebidas adulteradas e impedir a circulação de novos lotes contaminados.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.