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PF desarticula rede que dopava mulheres, filmava estupros e compartilhava

Operação deflagrada nesta quarta-feira (11) mira grupo com atuação transnacional que trocava vídeos de violência sexual

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 13:51 • Atualizado em 11/02/2026 • 13:51

Polícia Federal do Distrito Federal

Polícia Federal do Distrito Federal

Divulgalção/PCDF

Resumo

Operação da Polícia Federal desarticulou organização criminosa mundial acusada de dopar mulheres, cometer estupros, registrar abusos em vídeo e compartilhar o material em plataformas online, com cumprimento de mandados em São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.

Investigação iniciada em 2025 contou com cooperação internacional via Europol, revelou atuação da rede em mais de 20 países, uso de medicamentos sedativos nas vítimas e participação de brasileiros, tanto entre suspeitos quanto entre vítimas.

Apreensão de celulares, computadores e dispositivos eletrônicos permitirá perícia para identificar outros envolvidos, enquanto investigados poderão responder por estupro, registro e divulgação de cenas de violência sexual e associação criminosa, com apurações ainda em andamento.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), uma operação para desarticular uma organização criminosa mundial suspeita de dopar mulheres, cometer estupros, filmar os abusos e compartilhar o material em plataformas online.

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A ação, que cumpre três mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão, ocorre nos estados de São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.

Cooperação internacional e o esquema criminoso

A investigação teve início em 2025, a partir de informações recebidas por meio de cooperação internacional coordenada pela Europol. Os dados apontaram a existência de uma rede com atuação em mais de 20 países, dedicada à produção e ao compartilhamento de vídeos de violência sexual.

De acordo com a PF, os suspeitos usavam medicamentos com efeito sedativo para dopar as vítimas, que ficavam em estado de vulnerabilidade, antes de cometer os estupros.

Há indícios de que os investigados, que até o momento são brasileiros assim como as vítimas, discutiam em grupos fechados sobre o uso das substâncias.

Próximos passos da investigação

Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que serão periciados para aprofundar a análise do conteúdo e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estupro, registro e divulgação de cena de violência sexual e associação criminosa. A polícia informou que as apurações continuam em andamento para identificar toda a estrutura da rede criminosa.