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PF faz operação em oito estados contra fraudes em aposentadorias e pensões

Ação cumpre 66 mandados em oito estados e no Distrito Federal; entre os alvos está o Sindicato Nacional dos Aposentados, que tem como vice-presidente o irmão do presidente Lula

Por Redação
REDAÇÃO

09/10/2025 • 14:31 • Atualizado em 09/10/2025 • 14:31

INSS

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Rafael Carvalho/Governo Federal

Resumo

Operação Sem Desconto: A Polícia Federal realizou ações em sete estados e no Distrito Federal para investigar fraudes em aposentadorias e pensões, cumprindo 66 mandados de busca e apreensão.

Alvos e suspeitas: Entre os investigados está o Sindicato Nacional dos Aposentados, com acusações de descontos não autorizados em benefícios do INSS e possível envolvimento de Frei Chico, irmão do presidente Lula.

Investigações e consequências: As investigações focam em identificar responsáveis por autorizações fraudulentas e movimentações financeiras ilegais, com possíveis acusações de organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A ação cumpriu 66 mandados de busca e apreensão em sete estados — São Paulo, Sergipe, Amazonas, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Bahia, Pernambuco — e também no Distrito Federal.

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Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e têm como objetivo aprofundar as investigações sobre a inserção de dados falsos em sistemas oficiais, a constituição de organização criminosa e a prática de atos de ocultação e dilapidação patrimonial, segundo a PF.

Sindicato de aposentados entre os alvos

Um dos alvos da operação é o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sinap), entidade que tem como vice-presidente Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com os investigadores, o grupo é suspeito de promover descontos indevidos diretamente nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em nome de associações e sindicatos sem a autorização dos beneficiários. As quantias desviadas eram, segundo a PF, repassadas a dirigentes e intermediários por meio de empresas de fachada e contratos falsos.

A operação é um desdobramento de investigações iniciadas em 2023, quando aposentados começaram a relatar débitos não reconhecidos em seus contracheques, vinculados a filiações inexistentes a sindicatos. Na época, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério da Previdência Social também foram acionados para apoiar o cruzamento de dados.

Investigação sobre fraudes previdenciárias

A Polícia Federal afirma que as investigações miram um sistema organizado de cobranças automáticas inseridas em folhas de pagamento de aposentados e pensionistas. O foco, segundo os agentes, é identificar quem tem responsabilidade direta pelas autorizações fraudulentas e pela movimentação dos valores.

Os investigados podem responder por organização criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Até o momento, não há mandados de prisão, mas documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos para análise.

A Operação Sem Desconto é conduzida pela Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Fazendários da PF, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), e deve ter novas fases conforme o avanço das apurações.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.