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PF investiga vazamento de dados de ministros do STF

Operação foi deflagrada em três estados para apurar o acesso indevido a informações de familiares de membros da Corte

Da redação
DA REDAÇÃO

17/02/2026 • 16:57 • Atualizado em 17/02/2026 • 16:57

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)

Luiz Silveira/STF

Resumo

Operação da Polícia Federal investiga vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e familiares, com suspeita de envolvimento de quatro servidores da Receita Federal que teriam acessado sistemas indevidamente e repassado informações a terceiros; mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia por ordem do ministro Alexandre de Moraes.

Os servidores Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes foram afastados das funções públicas, terão de usar tornozeleira eletrônica, estão proibidos de deixar o país, tiveram passaportes cancelados e sofreram quebra dos sigilos bancário e telemático, conforme determinação judicial.

Vítimas do vazamento incluem Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e ex-mulheres dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes; investigação iniciada em janeiro apura possível ligação do caso com investigações sobre o Banco Master, Receita Federal abriu auditoria interna e Polícia Federal segue apurando outros possíveis envolvidos e o destino dos dados.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (17) uma operação para investigar o vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos familiares dos magistrados. Quatro servidores da Receita Federal são suspeitos de terem acessado indevidamente os sistemas do órgão e repassado informações a terceiros. A ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

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Os alvos da operação desta terça-feira são os servidores Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Por determinação de Moraes, os quatro suspeitos serão afastados imediatamente de suas funções públicas e terão de cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de deixar o país e o cancelamento de passaportes. Também foi autorizada a quebra dos sigilos bancário e telemático dos investigados.

Entre as vítimas do suposto vazamento estão a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e ex-mulheres dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. A investigação teve início ainda em janeiro, quando o ministro Alexandre de Moraes abriu um inquérito de ofício para apurar o caso. A suspeita é de que o vazamento de informações tenha relação com as investigações sobre o Banco Master.

Em nota, a Receita Federal informou que abriu uma auditoria interna para apurar as circunstâncias dos acessos indevidos aos dados. O Fisco ressaltou que seus sistemas são "totalmente rastreáveis" e que "qualquer desvio é detectável, auditável e punível".

A investigação da Polícia Federal continua em andamento para identificar se há outros envolvidos no esquema e qual foi o destino das informações vazadas.

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