
PF mira Banco Master: operação em SC e queda de diretor no Amapá
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A Polícia Federal realizou, nesta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro ligados a investimentos do Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro, no Banco Master. Simultaneamente, em um desdobramento de outra investigação sobre aportes no mesmo banco, o diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo.
Na operação em Santa Catarina, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Itapema. Os alvos são suspeitos de auxiliar o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, a obstruir a investigação e ocultar patrimônio. Antunes está preso desde o início de fevereiro. Em Balneário Camboriú, um dos alvos da operação arremessou uma mala com R$ 429 mil pela janela no momento da chegada dos policiais.
Operação em Santa Catarina
A ação da Polícia Federal em Santa Catarina teve como objetivo recuperar bens e valores que teriam sido retirados de um apartamento de Deivis Marcon Antunes. Além do dinheiro recuperado, que foi arremessado pela janela, os agentes apreenderam dois carros de luxo, um Porsche e uma BMW, e dois celulares. Duas pessoas foram presas em um escritório de advocacia em Itapema. A suspeita é que eles tenham auxiliado o ex-presidente do Rioprevidência a retirar documentos de um imóvel no Rio de Janeiro, o que configura obstrução de justiça. As investigações apontam que, entre novembro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência investiu cerca de R$ 970 milhões no Banco Master.
Pedido de exoneração no Amapá
Também nesta quarta-feira, o diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo. Lemos era investigado pela Polícia Federal por conta de aportes de R$ 400 milhões da previdência do estado no Banco Master. Indicado para o cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), Lemos afirmou em nota que o afastamento ocorre para que a Justiça atue com independência.
"Procedimentos foram conduzidos com rigorosa observância da legalidade, possibilitando a identificação e a responsabilização dos eventuais responsáveis", afirmou Jocildo Lemos em nota.
Segundo a Polícia Federal, a destinação de recursos da Amprev para o Master ignorou alertas internos e desprezou riscos, com as deliberações para os aportes de R$ 400 milhões tendo durado menos de 20 dias.
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