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Piloto da Latam é preso em Congonhas por suspeita de abuso sexual infantil

Homem de 60 anos é suspeito de integrar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes

Da redação
DA REDAÇÃO

09/02/2026 • 09:56 • Atualizado em 09/02/2026 • 09:56

Piloto é preso em operação contra exploração sexual infantil em SP

Piloto é preso em operação contra exploração sexual infantil em SP

Reprodução/Band

Resumo

Uma prisão de piloto da Latam, de 60 anos, ocorreu dentro de avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, por suspeita de participação em rede de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, durante a Operação "Apertem os Cintos" da Polícia Civil.

Uma mulher de 55 anos, avó de algumas vítimas, foi detida por aliciar as netas para o piloto; três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos, foram identificadas, e os investigados atuavam há pelo menos oito anos no esquema.

Uma operação policial cumpriu mandados de prisão e busca em São Paulo e Guararema, com investigados respondendo por crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e produção de pornografia; a Latam abriu investigação interna e a apuração policial segue para identificar outros envolvidos e analisar materiais apreendidos.

Um piloto da Latam, de 60 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (09) dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. O homem é suspeito de integrar uma rede de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu no âmbito da Operação "Apertem os Cintos", deflagrada pela Polícia Civil.

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De acordo com as investigações, ele atuava há pelo menos oito anos no esquema criminoso. Uma mulher de 55 anos, que é avó de algumas das vítimas, também foi presa, acusada de aliciar as próprias netas para o piloto. Pelo menos três vítimas, com idades de 11, 12 e 15 anos, já foram identificadas.

A Operação "Apertem os Cintos"

A ação foi conduzida por equipes da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O piloto foi detido na cabine de um avião que tinha como destino o Rio de Janeiro. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária na capital paulista e em Guararema, na região metropolitana.

Os investigados podem responder por múltiplos crimes, incluindo estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, produção e armazenamento de pornografia infantojuvenil, perseguição (stalking) e uso de documento falso.

O que diz a Latam e os próximos passos

Procurada pela reportagem da BandNews FM, a LATAM Airlines Brasil informou em nota que abriu uma apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudiou a ação criminosa e informou que o voo que seria comandado pelo piloto operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.

"A LATAM Airlines Brasil confirma que está ciente do ocorrido na manhã desta segunda-feira (9/2) durante os procedimentos de embarque do voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), no qual um de seus tripulantes foi detido pelas autoridades policiais. O voo operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.

A LATAM está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta".

A investigação, que começou em outubro de 2025, continua com o objetivo de identificar outros possíveis autores e novas vítimas do esquema criminoso. Os materiais apreendidos durante a operação serão analisados para aprofundar as provas contra a organização.

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