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Polícia descobre “urna do crime” em operação contra o Comando Vermelho no Rio

Estrutura era usada para extorquir moradores e arrecadar dinheiro em comunidades; operação deixou sete mortos e 19 presos no Rio e na Baixada Fluminense

Da Redação
DA REDAÇÃO

10/10/2025 • 18:44 • Atualizado em 10/10/2025 • 18:44

Polícia descobre “urna do crime” em operação contra o Comando Vermelho no Rio

Polícia descobre “urna do crime” em operação contra o Comando Vermelho no Rio

Reprodução/Jornal da Band

Resumo

Operação policial no Rio de Janeiro resulta em sete mortes e 19 prisões durante ação contra o Comando Vermelho. Mais de dez fuzis foram apreendidos.

Método de extorsão inovador chamado "urna do crime" foi descoberto pela polícia na comunidade da Muzema, utilizado pelo Comando Vermelho para coletar dinheiro sem exposição direta.

Investigações prosseguem após a operação que visava desarticular a logística e financiamento de armas e expansão territorial da facção criminosa.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou nesta sexta-feira (10) uma grande operação contra o Comando Vermelho, que resultou em sete mortes, 19 prisões e mais de dez fuzis apreendidos em diferentes comunidades da capital e da Baixada Fluminense. Durante a ação, os agentes descobriram um novo método de extorsão utilizado pela facção: uma “urna do crime”, usada para arrecadar valores de moradores e comerciantes sob ameaça.

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O artefato foi encontrado na comunidade da Muzema, na zona sudoeste do Rio. De acordo com o secretário de Polícia Civil, Felipe Cury, a urna improvisada servia para que os criminosos não precisassem circular pelas ruas cobrando pessoalmente as taxas do tráfico. “O método foi criado para reduzir a exposição dos integrantes da facção durante a cobrança”, explicou Cury.

Urna era usada para financiar armas e expansão territorial

As investigações indicam que os valores arrecadados com o esquema eram destinados à compra de armamentos e ao financiamento da expansão do Comando Vermelho para novas áreas do estado. O modelo de cobrança, segundo a Polícia Civil, era replicado em diferentes comunidades do Rio, fortalecendo o controle territorial e a influência econômica da facção.

A ofensiva desta sexta-feira é considerada um dos pontos mais importantes da recente série de ações contra o tráfico. Ao todo, 15 comunidades da capital e da Baixada Fluminense foram alvo de mandados de prisão e busca e apreensão. Entre elas, estão o Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, e a Mangueirinha, em Duque de Caxias, onde ocorreram confrontos contra os criminosos.

Operação foi deflagrada após morte de chefe do tráfico

A operação ocorreu um dia após a morte de Igor Freitas de Andrade, conhecido como Matuê, apontado como chefe do tráfico na comunidade Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. Ele foi morto em confronto com policiais na quinta-feira (9). Segundo a corporação, a ação desta sexta foi deflagrada na sequência, aproveitando o momento em que as quadrilhas ainda se reorganizavam internamente.

Durante os confrontos, seis criminosos foram mortos no Morro do Juramento e outro na Mangueirinha. Nenhum policial ficou ferido. As armas apreendidas serão periciadas e as investigações continuam para identificar os responsáveis pela logística de arrecadação do grupo.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.