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Polícia do DF investiga novas mortes em caso de homicídio em UTI

Câmeras de segurança mostram atuação de técnicos de enfermagem em leitos; três homicídios já foram confirmados.

Da redação
DA REDAÇÃO

22/01/2026 • 11:12 • Atualizado em 22/01/2026 • 11:12

Polícia do DF investiga novas mortes em caso de homicídio em UTI

Polícia do DF investiga novas mortes em caso de homicídio em UTI

Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal ampliou a investigação sobre as mortes no Hospital Anchieta, em Taguatinga, depois que familiares de pacientes reconheceram o principal suspeito em reportagens e procuraram as autoridades. Até o momento, três óbitos são tratados como homicídio por injeção indevida de substâncias por um técnico de enfermagem, e a polícia agora apura mais dois casos com características semelhantes.

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Os fatos vieram à tona após a divulgação de imagens extraídas das câmeras de segurança da UTI, que mostram os três técnicos de enfermagem que foram presos — Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa, de 28, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 — circulando ou atuando ao lado dos leitos onde os pacientes morreram. As fotos indicam que Marcos Vinícius entrou nos quartos sozinho, permaneceu por alguns minutos e, logo depois, os monitores passaram a registrar alterações graves nos sinais vitais dos pacientes, levantando suspeitas de aplicação irregular de substâncias. As duas técnicas teriam "dado cobertura" à atuação de Marcos.

Novos casos impulsionam investigação

Segundo a polícia, além dos três óbitos já confirmados, dois familiares procuraram as autoridades ao reconhecer Marcos Vinícius em reportagens veiculadas na imprensa e afirmar que seus parentes, idosos de 80 e 89 anos internados no mesmo período, apresentaram piora súbita nos quadros clínicos. Esses relatos levantaram a suspeita de que poderia haver outras vítimas com o mesmo padrão de atuação.

O delegado responsável pela investigação, Wisllei Salomão, informou que as imagens — que seguem sob sigilo — serão comparadas com prontuários e demais registros para verificar a possível conexão entre as mortes e a atuação dos três profissionais. O inquérito policial já inclui a análise detalhada de computadores e sistemas internos do hospital, com indícios de que o principal suspeito pode ter usado senhas de médicos sem autorização para emitir receitas falsas.

Detalhes das mortes e modus operandi

De acordo com as investigações, os três óbitos atribuídos até agora ocorreram entre novembro e dezembro de 2025 na UTI do Hospital Anchieta. Os suspeitos teriam injetado medicamentos em doses incompatíveis com qualquer prescrição médica e, em pelo menos um caso, desinfetante diretamente na veia de uma das vítimas, provocando paradas cardíacas. Em alguns episódios, o principal suspeito teria preparado e aplicado substâncias de forma irregular e em seguida aguardado a piora clínica e até simulado socorro para encobrir a ação.

As vítimas identificadas pelos investigadores são Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos, João Clemente Pereira, de 63 anos, e Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos. A polícia trata os fatos como homicídio qualificado, considerando o uso de meio insidioso e a impossibilidade de defesa das vítimas, que estavam acamadas e vulneráveis.

Reações e procedimentos

Em nota, o Hospital Anchieta informou que ao perceber “circunstâncias atípicas” em três óbitos na UTI instaurou um comitê interno de análise e identificou evidências que apontaram para possível participação de técnicos de enfermagem, encaminhando o material coletado à Polícia Civil e colaborando com a investigação desde o início. A instituição afirmou que contatou as famílias das vítimas para prestar esclarecimentos, oferecer apoio psicológico e manter um canal de comunicação ativo com os parentes cadastrados. O caso tramita sob segredo de Justiça.

Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br

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