
Segurança virtual
Antônio Cruz/Agência Brasil
Resumo
Investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), apura crimes ocorridos na plataforma de jogos online Roblox, com foco na exposição de crianças e adolescentes a cenas de violência, apologia ao tráfico de drogas e roubos.
Representação de baile funk com personagem inspirado no traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, além de pichações com a sigla "CV", foi identificada em ambiente do jogo, sendo denunciada pelo governo do Rio e reforçando a apologia ao crime.
Ofício do Ministério Público Federal de São Paulo ao Ministério da Justiça e Segurança Pública alertou sobre jogos que simulam roubos, enquanto a plataforma Roblox implementou verificação de idade e restrições de comunicação entre faixas etárias para proteger usuários menores.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), abriu um inquérito para apurar a prática de crimes dentro da plataforma de jogos online Roblox. A investigação, divulgada com exclusividade pela BandNews FM, foca na exposição de crianças e adolescentes a cenas de violência, apologia ao tráfico de drogas e roubos.
Dentro do jogos, os usuários podem criar seus próprios jogos e ambientes. Em um desses cenários, já denunciado pelo governo do Rio nas redes sociais, foi identificada a representação de um baile funk onde um boneco com fuzil na mão simula o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos chefes do Comando Vermelho e um dos criminosos mais procurados do estado. Pichações com a sigla "CV" também foram observadas, reforçando a apologia ao crime.
Além disso, o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) enviou um ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública no final do ano passado, alertando para um jogo no qual os usuários podem simular roubos de dinheiro e roupas de outros jogadores.
No início do ano, a plataforma tomou medidas como exigir verificação de idade, utilizando documentos de identidade e reconhecimento facial, para acessar recursos como o chat de voz e limitar a capacidade de comunicação entre crianças e adultos, permitindo que diferentes faixas etárias interajam apenas com usuários de idade próxima.
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