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Polícia Federal realiza operação contra grupo que vendia ilegalmente Mounjaro

Médico com mais de 750 mil seguidores é apontado como chefe do esquema

Da redação
DA REDAÇÃO

27/11/2025 • 22:22 • Atualizado em 27/11/2025 • 22:22

Mounjaro

Mounjaro

REUTERS/Almaas Masood

Resumo

Uma operação da Polícia Federal foi deflagrada contra uma rede acusada de produzir e comercializar ilegalmente o medicamento Mounjaro, utilizado para tratamento de diabetes e obesidade, após denúncia da empresa detentora da patente e cerca de um ano de investigação.

Foram realizados 24 mandados de busca e apreensão em clínicas, laboratórios, estabelecimentos, residências e bens de luxo nos estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, com apreensão de um avião durante a ação.

As autoridades identificaram fabricação em condições sanitárias inadequadas, rotulagem e distribuição irregular, inclusive em plataformas digitais, elevando o risco à saúde; o médico Gabriel Almeida, influenciador digital, foi apontado como chefe do esquema, mas sua defesa alega que ele apenas prescreve o medicamento.

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (27), uma operação contra uma rede acusada de produzir e comercializar ilegalmente o Mounjaro, um medicamento injetável usado para tratamento de diabetes e obesidade. A investigação começou após uma denúncia da empresa que detém a patente do medicamento e durou aproximadamente um ano.

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Ao todo, 24 pedidos de busca e apreensão foram realizados em clínicas, laboratórios, estabelecimentos, bens de luxo e residências ligadas aos investigados pelos estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Segundo a PF, um avião foi confiscado durante as investigações.

As autoridades relataram que a rede sustentava uma estrutura de fabricação em condições que não estava adequada aos padrões sanitários, realizando rotulagens e distribuindo o medicamento de forma irregular. O Mounjaro estava sendo vendido até mesmo por plataformas digitais, sem estarem esterilizados ou rastreamento, elevando o risco de sanitário ao consumidor.

O médico Gabriel Almeida, com mais de 750 mil seguidores nas redes sociais, foi alvo da operação e apontado como chefe do esquema. Além disso, a Polícia Federal afirmou que o doutor vendia de forma ilegal o medicamento como método para emagrecimento pelas redes sociais. A defesa de Gabriel Almeida declarou que ele é apenas o prescritor e não produz os remédios, repudiando qualquer “julgamento midiático prematuro”.

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