
Caso Vai de Bet segue reverberando no Corinthians
Fernando Bueno/Corinthians
A Polícia Civil de São Paulo detectou, nesta quinta-feira (15), irregularidades nos pagamentos feitos pelo Corinthians a casa de apostas “Vai de Bet”.
As investigações apontam que uma comissão de cerca de R$ 1 milhão foi repassada a empresa UJ Football Talent Intermediação, que é considerada pelas autoridades um dos braços do Primeiro Comando da Capital (PCC) no futebol.
Em 2024, o empresário Vinícius Gritzbach indicou em delação premiada ao Ministério Público, que a companhia pertence a Danilo Lima de Oliveira, O “Tripa”, integrante da facção.
De acordo com o delator, “Tripa” é um agente de jogadores de futebol da série A do Campeonato Brasileiro e também cuida da carreira de alguns atletas do futebol europeu.
O relatório preliminar da Polícia Civil concluiu que R$ 1.074.150,00 dos R$ 1,4 milhões pagos pelo Corinthians nas intermediações do contrato com a Vai de Bet foram transferidos a quatro contas diferentes, até chegar a Danilo Lima.
Segundo as autoridades, o clube alvinegro “foi vítima de um complexo esquema de lavagem de dinheiro”.
“Parece-nos nítido, que aqueles que deram causa ao desvio de dinheiro dos cofres do Sport Club Corinthians Paulista se utilizaram das tradicionais estratégias de lavagem de dinheiro para evitar uma associação direta com a infração antecedente”, informa um trecho do documento.
A UJ Football Talent afirmou que “não possui qualquer envolvimento com organizações criminosas e não é investigada por envolvimento com o PCC”.
Já o clube comunicou que “é vítima das circunstâncias investigadas e reforça que não possui controle sobre o que terceiros fazem com os valores recebidos”.
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